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Após derrotar caciques do Amazonas, Wilson Lima deve disputar Senado em 2026

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Governador consolida hegemonia política no estado e se prepara para novo salto em sua trajetória eleitoral

Após oito anos à frente do Governo do Amazonas e sucessivas vitórias eleitorais sobre os principais caciques políticos do estado, o governador Wilson Lima (União Brasil) articula nos bastidores uma possível candidatura ao Senado Federal em 2026. Embora ainda evite declarações públicas sobre o tema, fontes próximas confirmam que o projeto está em curso e deverá ser oficializado até o primeiro trimestre do próximo ano.

Em dois mandatos consecutivos, Lima derrotou nomes tradicionais da política amazonense, como Eduardo Braga (MDB), Amazonino Mendes (falecido em 2023), Omar Aziz (PSD) e David Almeida (Avante), consolidando uma base sólida que hoje domina a maioria das prefeituras do interior e possui forte presença na Assembleia Legislativa do Amazonas.

Rota para o Senado

A eleição de 2026 terá duas vagas ao Senado pelo Amazonas, o que amplia as chances do atual governador, que chega ao fim do mandato com índices de aprovação razoáveis, sobretudo entre eleitores do interior. Nos últimos meses, Lima tem intensificado entregas de obras, anúncios de programas sociais e encontros estratégicos com prefeitos, numa movimentação típica de quem prepara terreno eleitoral.

Apesar de negar oficialmente a pré-candidatura, Wilson Lima já demonstrou interesse nos bastidores e avalia que sua saída do governo — necessária até abril de 2026 para concorrer — não enfraqueceria seu grupo político. Com apoio do PL e de setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador pode construir uma frente conservadora robusta para a disputa.

Derrotando os “intocáveis”

A trajetória política de Lima é marcada por desafios. Jornalista de formação e ex-apresentador de TV, ele surgiu como outsider na eleição de 2018, vencendo Amazonino Mendes, que tentava a reeleição. Em 2022, voltou a surpreender ao bater Eduardo Braga, com quem travou uma das campanhas mais polarizadas da história recente do estado.

Com um discurso voltado para a eficiência da gestão, a modernização da máquina pública e o combate à corrupção, Wilson se distanciou dos modelos tradicionais de governança adotados por seus antecessores. Isso lhe garantiu a preferência entre eleitores insatisfeitos com os velhos grupos políticos.

A disputa ao Senado, no entanto, pode colocá-lo novamente frente a frente com Eduardo Braga, que deve tentar a reeleição. Pesquisas internas mostram um cenário acirrado, com Lima, Braga e Alberto Neto numa disputa pelas duas vagas. Plinio Valério, Marcelo Ramos e Marcos Rotta seguem correndo por fora.

Até lá, o governador pretende manter o foco nas ações de governo e na sucessão estadual. A escolha de um nome forte para disputar o governo do Amazonas em sua base — possivelmente o vice-governador Tadeu de Souza — será fundamental para garantir sua retaguarda política durante a campanha ao Senado.

“Meu compromisso é com o povo do Amazonas até o último dia de mandato. As eleições de 2026 serão discutidas no momento certo”, declarou recentemente Wilson Lima, ao ser questionado sobre os planos eleitorais.

Nos bastidores, no entanto, a corrida já começou. E Wilson Lima, que já venceu os maiores caciques do Amazonas, mira agora uma vaga entre os 81 senadores da República.