Em 2025, o aumento do uso do Pix trouxe também uma variedade de golpes que preocupam órgãos de segurança e instituições financeiras. Os crimes digitais evoluíram e, segundo relatórios recentes, sete tipos de fraudes se destacaram por sua frequência e capacidade de enganar vítimas em todo o Brasil. Essas práticas vão desde o uso de links falsos até esquemas mais elaborados envolvendo pirâmides financeiras.
Os principais golpes identificados incluem o phishing por links fraudulentos, QR codes adulterados, falso atendimento via WhatsApp, fraudes em marketplaces, pirâmides financeiras e o chamado “Rei do Pix”. Entender como cada um desses golpes funciona é fundamental para evitar prejuízos e garantir a segurança das transações.
Como funciona o golpe de phishing por links falsos no Pix?
O phishing por links falsos permanece entre os métodos mais utilizados por golpistas em 2025. Nessa modalidade, criminosos enviam mensagens por e-mail, SMS ou redes sociais contendo links que direcionam a vítima para páginas falsas, geralmente muito semelhantes às de bancos ou instituições conhecidas. O objetivo é capturar dados pessoais e bancários, como senhas e chaves Pix.
Essas páginas fraudulentas costumam solicitar informações sensíveis sob o pretexto de atualização cadastral ou confirmação de transações. Ao inserir os dados, a vítima entrega acesso total à sua conta, permitindo que os criminosos realizem transferências via Pix de forma rápida e difícil de reverter.
De que forma os QR codes adulterados enganam usuários do Pix?
O uso de QR codes adulterados tornou-se uma estratégia recorrente entre golpistas. Em estabelecimentos físicos ou até mesmo em sites, criminosos substituem o QR code legítimo por um código fraudulento. Ao escanear, o usuário acredita estar pagando por um produto ou serviço, mas o valor é transferido diretamente para a conta do golpista.
Essa fraude pode ocorrer em locais públicos, eventos ou em materiais impressos. Muitas vezes, a adulteração é feita de maneira discreta, dificultando a identificação do golpe. Por isso, órgãos de segurança recomendam sempre conferir o destinatário antes de concluir qualquer transação via Pix utilizando QR code.
O que caracteriza o falso atendimento por WhatsApp no contexto do Pix?
O falso atendimento por WhatsApp é outro golpe que ganhou força em 2025. Os criminosos se passam por funcionários de bancos ou empresas conhecidas, utilizando perfis com fotos e nomes semelhantes aos oficiais. Eles entram em contato com as vítimas alegando necessidade de atualização de dados ou resolução de supostos problemas na conta Pix.
Durante a conversa, solicitam informações confidenciais ou orientam a realização de transferências para contas indicadas. Em muitos casos, o contato é feito de forma convincente, utilizando linguagem técnica e até mesmo dados pessoais obtidos em vazamentos anteriores, o que aumenta a credibilidade do golpe.
Como o marketplace fraudulento e o golpe da pirâmide afetam usuários do Pix?

O marketplace fraudulento envolve a criação de lojas virtuais falsas ou perfis em plataformas de venda, onde produtos inexistentes são anunciados a preços atrativos. Após o pagamento via Pix, o comprador não recebe o item e o vendedor desaparece, dificultando o rastreamento do valor transferido.
Já o golpe da pirâmide utiliza promessas de ganhos rápidos e altos lucros para atrair vítimas. Os participantes são incentivados a investir e recrutar novos membros, recebendo parte dos valores arrecadados. No entanto, quando o esquema não se sustenta, muitos acabam perdendo todo o dinheiro investido, pois as transferências via Pix são instantâneas e irreversíveis.
O que é o golpe “Rei do Pix” e como se proteger de fraudes?
O chamado “Rei do Pix” refere-se a criminosos que se especializam em aplicar diversos tipos de fraudes utilizando o sistema de pagamentos instantâneos. Eles costumam agir em redes sociais, prometendo multiplicar valores transferidos ou oferecendo supostos prêmios mediante depósitos via Pix. Muitas vítimas, atraídas pela possibilidade de retorno fácil, acabam transferindo quantias sem receber nada em troca.
Para se proteger desses golpes, especialistas recomendam adotar medidas como: desconfiar de ofertas vantajosas demais, verificar sempre a autenticidade de links e QR codes, não compartilhar dados pessoais em atendimentos não solicitados e utilizar mecanismos de segurança oferecidos pelos bancos, como autenticação em dois fatores. A atenção constante e a informação são as principais ferramentas para evitar prejuízos financeiros no ambiente digital.











