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DESCASO E REVOLTA: Moradores denunciam descarte irregular de ossadas bovinas próximo ao novo cemitério de Humaitá

Por: [Manuel Menezes] Moradores do bairro São Sebastião, em Humaitá, denunciaram à Prefeitura o descarte irregular de ossadas bovinas nas proximidades do novo cemitério municipal. O material estaria sendo abandonado na rua principal de acesso ao cemitério, causando forte mau cheiro, preocupação sanitária e indignação entre os moradores da área. A denúncia foi confirmada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SEMINF), que classificou a situação como “absolutamente deplorável e desrespeitosa sob todos os aspectos”. Segundo a pasta, as reclamações chegaram oficialmente na manhã desta quinta-feira (21), após moradores relatarem a recorrência do problema. De acordo com a SEMINF, as ossadas seriam descartadas principalmente durante a noite, sendo encontradas espalhadas pela via pública nas primeiras horas da manhã. Além do impacto visual, a presença do material orgânico em decomposição gera risco de contaminação ambiental e provoca odor intenso na região, especialmente devido às altas temperaturas registradas no município. O descarte irregular de resíduos de origem animal é considerado infração ambiental e sanitária. A legislação brasileira estabelece que resíduos provenientes de abatedouros, açougues ou atividades pecuárias devem receber destinação adequada para evitar riscos à saúde pública, proliferação de doenças e contaminação do solo e da água. Especialistas apontam que ossadas e resíduos animais abandonados em áreas urbanas podem atrair animais transmissores de doenças, como ratos e urubus, além de favorecer a proliferação de bactérias e outros agentes infecciosos. Em períodos de chuva, o problema também pode atingir lençóis freáticos e áreas de drenagem próximas. A Prefeitura de Humaitá informou que equipes da SEMINF já iniciaram levantamentos para identificar os responsáveis pelo descarte clandestino. O caso também foi comunicado às autoridades policiais para investigação e adoção das medidas cabíveis. Segundo a secretaria, novas ações de fiscalização poderão ser intensificadas na área do cemitério municipal, incluindo monitoramento noturno e acompanhamento de veículos suspeitos que trafeguem na região durante a madrugada. Moradores afirmam que o problema não é recente e cobram uma solução definitiva. Alguns relatam que o forte odor dificulta até mesmo a circulação pelo local, especialmente nas primeiras horas do dia. A expectativa da comunidade é que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados para evitar novos episódios. A SEMINF reforçou que denúncias sobre descarte irregular de resíduos podem ser feitas diretamente aos canais oficiais da prefeitura, garantindo sigilo aos denunciantes. Com informações da SECOM/PMH.

Humaitá inicia implantação do Protocolo Brasil Sem Fome com apoio do Governo Federal

Por: [Manuel Menezes] O município de Humaitá deu mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de combate à insegurança alimentar com o início da implantação do Protocolo Brasil Sem Fome, iniciativa vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A adesão da prefeitura ocorreu ainda em fevereiro de 2026 e marca a integração do município a uma estratégia nacional voltada ao atendimento de famílias em situação de extrema vulnerabilidade social e nutricional. Na manhã desta quinta-feira (21), representantes de diversas secretarias municipais participaram de uma reunião técnica coordenada pela articuladora do programa em Humaitá, Fernanda Souza. O encontro foi realizado na sede do Conselho Municipal de Saúde e reuniu equipes das áreas de Saúde, Assistência Social e outros setores envolvidos na execução do protocolo. O objetivo principal da reunião foi apresentar o fluxo de atendimento que será adotado no município para identificar, encaminhar e acompanhar famílias em risco de insegurança alimentar grave. A proposta é criar uma atuação integrada entre os serviços públicos, permitindo respostas mais rápidas e eficientes às necessidades da população vulnerável. Segundo o Governo Federal, o Protocolo Brasil Sem Fome foi criado para ampliar o alcance das políticas sociais em municípios considerados prioritários no combate à fome. A estratégia utiliza o cruzamento de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) com o Cadastro Único (CadÚnico), permitindo identificar famílias invisíveis às políticas públicas e garantir prioridade no acesso a programas sociais, acompanhamento nutricional e benefícios assistenciais. A iniciativa integra o Plano Brasil Sem Fome, lançado pelo Governo Federal para reforçar o enfrentamento à pobreza extrema e à insegurança alimentar em todo o país. De acordo com o MDS, os 500 municípios com maior número de famílias em situação crítica receberão apoio técnico e institucional para implementação do protocolo, embora todas as cidades brasileiras possam aderir à estratégia. O programa prevê atuação conjunta entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A ideia é organizar uma rede de proteção social capaz de localizar famílias em situação de fome, garantir atendimento imediato e promover acompanhamento contínuo. Além da implantação operacional, o Governo Federal também vem realizando cursos de capacitação para agentes estaduais e municipais responsáveis pela aplicação do protocolo. Em fevereiro deste ano, o MDS promoveu em Brasília uma formação nacional com articuladores de diversos estados brasileiros para padronizar procedimentos e fortalecer a integração entre os entes federativos. A adesão de Humaitá ao programa é vista pela gestão municipal como um avanço importante na organização das políticas de assistência social e saúde pública, especialmente diante do aumento das demandas sociais registradas nos últimos anos em municípios do interior do Amazonas. Dados recentes sobre insegurança alimentar apontam que a Região Norte continua entre as áreas mais afetadas do país quando o assunto é exclusão alimentar e vulnerabilidade social, cenário que reforça a importância de programas voltados à proteção das famílias de baixa renda. Segundo a Prefeitura de Humaitá, o próximo passo será a consolidação dos fluxos de atendimento entre as secretarias envolvidas e o início das ações práticas de identificação e acompanhamento das famílias prioritárias no município. Com informações da SECOM e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

A deputada federal Sâmia Bomfim defende legalização das Drogas e atrai críticas de especialistas em Saúde e Segurança

A deputada federal Sâmia Bomfim voltou a se posicionar publicamente a favor da legalização da maconha e de outras drogas no Brasil. Em publicação recente em suas redes sociais, realizada após sua participação na “Marcha da Maconha” em Ribeirão Preto (SP), a parlamentar classificou a maconha como uma “planta tão importante” e defendeu abertamente a regularização do mercado de substâncias hoje ilícitas. O posicionamento contundente da deputada, no entanto, gerou forte reação de médicos, juristas e especialistas em segurança pública, que enxergam na postura de Sâmia Bomfim uma visão que minimiza os impactos sociais e de saúde pública que a liberação traria para o país. O Discurso de Sâmia Bomfim e as Respostas Técnicas Abaixo, a matéria detalha os principais pontos defendidos pela deputada em sua publicação e os respectivos contrapontos de especialistas da área: 1. A Defesa da “Regularização” vs. O Alerta Médico 2. A Comparação com o Álcool 3. A tese do “Encarceramento em Massa” e da “Seletividade” 4. O Slogan “Jardineiros não são traficantes” Conclusão Ao centralizar sua pauta política na defesa da legalização das drogas, a deputada Sâmia Bomfim adota uma linha ideológica que encontra forte barreira na comunidade científica e de segurança do país. Para os críticos da parlamentar, a verdadeira proteção à juventude e à população de baixa renda não se faz facilitando o acesso a substâncias entorpecentes, mas sim fortalecendo a educação, gerando empregos e oferecendo tratamento médico estruturado para quem já sofre com o vício.