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Operação em Manaus tira R$ 3,2 milhões em drogas de circulação e resulta em prisão

Manaus/AM – O Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) apresentou nesta quarta-feira (23) o resultado de três operações distintas que culminaram na apreensão de 156 quilos de maconha, avaliados em aproximadamente R$ 3,2 milhões, além da prisão em flagrante de um homem por posse ilegal de armas. As ações ocorreram na terça-feira (22) em diferentes pontos da capital: nos bairros Grande Vitória e Japiim, nas zonas Leste e Sul, respectivamente, e também em um sítio localizado no ramal da Cachoeira do Castanho, no quilômetro 23 da rodovia AM-010. Esses locais vinham sendo monitorados pela equipe de investigação há cerca de quatro meses. Segundo o delegado Rodrigo Torres, diretor do Denarc, a primeira apreensão aconteceu em uma residência no bairro Grande Vitória, onde os policiais localizaram 22 tabletes de maconha escondidos em um buraco no terreno. Na segunda operação, realizada no bairro Japiim, os agentes encontraram três armas de fogo em posse de Clerison Marques Santos, de 49 anos. Ele foi detido e autuado em flagrante por posse irregular de armamento. A terceira etapa da ação ocorreu em uma propriedade rural no ramal da Cachoeira do Castanho. No local, a equipe apreendeu mais 122 tabletes de maconha. Somadas, as apreensões totalizaram 156 quilos da droga. O delegado destacou a importância das investigações contínuas para o combate ao tráfico de entorpecentes e à criminalidade armada na região.

Desvio de R$ 6,3 bilhões do INSS pode estar ligado ao crime organizado, diz governo

O desvio de R$ 6,3 bilhões revelado nesta quarta (23) pela Polícia Federal durante o cumprimento da Operação Sem Desconto pode estar ligado ao crime organizado. A constatação surgiu em meio às investigações que levaram à prisão de três pessoas e ao afastamento de cinco diretores do alto comando do INSS, entre eles o presidente do órgão, Alessandro Stefanutto. Mais cedo, a Polícia Federal cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens avaliados em R$ 1 bilhão no Distrito Federal e em 13 estados, como Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.. Entre eles, estão veículos de luxo, relógios, armamentos e dinheiro em espécie. “Trata-se de uma operação de proteção aos aposentados, uma fraude contra os aposentados. Foram vitimas fáceis destes criminosos que se apropriaram de pensões e aposentadorias. Essa é uma operação especial, evidentemente, mas não extraordinária. Se insere naquele conjunto de operações que o ministério tem feito contra o crime organizado”, disse o ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, durante uma entrevista coletiva no final da manhã. Também participaram o ministro Carlos Lupi, da Previdência Social, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro Vinícius Marques de Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU). Havia a expectativa de que Stefanutto poderia ser demitido por suspeita de envolvimento no esquema, mas Lupi negou essa possibilidade e afirmou que ele deu todas as demonstrações de ser um servidor exemplar. O diretor foi indicado dele para assumir o cargo. “Vamos aguardar o desfecho com os cuidados devidos como diz a Constituição, para garantir o amplo e total direito de defesa para não colocarmos essas pessoas para queimar na fogueira”, pontuou ressaltando que a investigação agora irá apurar se houve a participação efetiva de Stefanutto ou de outros diretores no esquema. Além das três prisões, que ocorreram no estado de Sergipe, um policial federal de São Paulo foi afastado das funções por suspeita de ligação com a organização criminosa. Segundo as investigações, os desvios através de descontos nos benefícios por entidades credenciadas ao INSS entre os anos de 2019 e 2024, durante os governos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Lula. Se estima que mais de 130 mil pessoas tenham sido lesadas pelo esquema. “Em 2023, começamos na CGU uma série de apurações sobre o aumento de entidades e descontos. Começou lá atrás, vem numa crescente ao longo dos anos”, pontuou Carvalho. Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais durante a operação, que foram cadastradas entre os anos de 1994 e 2023, sendo apenas uma durante o governo Lula. Ainda segundo o ministro da CGU, foi apurado que muitos dos milhares de aposentados e pensionistas lesados não tinham autorizado esses descontos. “Eram, na sua grande maioria, fraudados em função de falsificação de assinaturas e artifícios autorizados para manifestar essa vontade que não era real”. Ele pontuou, ainda, que o INSS não tinha capacidade de fazer uma verificação rigorosa destas autorizações supostamente fraudadas. Parte da auditoria foi embasada em entrevistas com 1,3 mil aposentados que tinham descontos supostamente fraudulentos em folha de pagamento, com a apuração de 29 entidades. Destas, 70% não tinham entregue a documentação completa ao INSS para operar, mas já estavam exercendo as cobranças. Pelo menos 9 entidades já tiveram os acordos com o INSS suspensos para se fazer um “freio de arrumação para saber quem quer ter desconto ou não, quem quer se associar ou não, separar o joio do trigo”. Mais de 190 mil pedidos de revisão já foram feitos por aposentados e pensionistas. De acordo com Carvalho, a auditoria descobriu um salto nos valores dos descontos entre os anos de 2016 e 2024, em que passaram de R$ 413 milhões para R$ 2,8 bilhões. Com a operação desta quarta (23), os descontos previstos para este mês não devem ser transferidos para as entidades investigadas. “Não é um desfecho, mas um passo importante de uma investigação que está no começo”, afirmou Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, ressaltando a participação das entidades e de servidores no esquema. Carvalho emendou afirmando que a investigação agora pretende descobrir como era feita a logística dos recursos arrecadados pelos descontos em folha para as entidades. A investigação, no entanto, segue em sigilo. Mas, a PF diz que conseguiu comprovar a hipótese criminal com a participação de pessoas físicas e jurídicas. Lewandowski confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi avisado logo cedo da operação e que mostrou grande preocupação com o que descobriu. Houve uma reunião com os ministros para avaliar a situação, o que foi descoberto até então e as providências que serão tomadas daqui em diante. Os investigados, diz a PF, podem responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais. INSS reconheceu esquema milionário No final do ano passado, uma auditoria interna no INSS confirmou a existência de descontos indevidos de benefícios previdenciários. Foram, pelo menos, R$ 45 milhões desde janeiro de 2023 até novembro de 2024, mas com a possibilidade desse montante ter sido ainda maior já que nem todos os segurados perceberam a cobrança irregular. A prática fraudulenta ocorre por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com entidades que oferecem supostos benefícios a aposentados, como serviços de assistência jurídica, descontos em farmácias e auxílio-funeral. As mensalidades só deveriam ser descontadas mediante autorização expressa do beneficiário. No entanto, a auditoria revelou que, em mais da metade dos casos analisados, as filiações ocorreram sem documentação comprobatória ou sequer com o consentimento do segurado. “Considerando os descontos identificados, a regularidade da consignação não foi comprovada quanto à apresentação dos documentos para 55% da amostra”, apontou o relatório. Em uma análise de 603 casos, 332 não tinham respaldo documental. As associações envolvidas, segundo o documento, viram as receitas mensais dispararem de R$ 85 milhões para R$ 250 milhões em apenas um ano. O relatório também identificou o uso

Janja diz que Francisco ajudou Lula na prisão e critica xingamentos ao Papa nas redes sociais

A primeira-dama Janja da Silva, que se encontrou recentemente com o Papa Francisco, chorou ao lembrar da conversa e afirmou que ele foi importante para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manter otimista durante a prisão em Curitiba. Ela viajará a Roma na quinta (24) na comitiva presidencial formada ainda pelos presidentes do Congresso para acompanhar o funeral do pontífice no sábado (26). Janja disse que Lula escreveu uma carta ao Papa quando cumpria pena por lavagem de dinheiro e corrupção passiva em 2018, e que recebeu uma resposta classificando o cárcere como “prisão política”. “O papa falava bastante sobre a prisão política. […] Ele [Lula] estava realmente bastante abalado, e talvez por isso escreveu uma carta ao líder espiritual. Por mais que as pessoas estivessem ali fora na vigília, a mensagem do papa Francisco naquela circunstância foi fundamental para ele saber que estava no caminho certo, da busca [pelo reconhecimento] da inocência”, disse Janja em entrevista à Folha de S. Paulo publicada na noite desta terça (22). De acordo com a primeira-dama, a carta “deu muita força para ele” em um momento em que vivia, ainda, o luto pela morte do neto Arthur, de 7 anos. Janja diz que Lula considerava Francisco como um “amigo querido, um companheiro de caminhada” e que ele era um “líder importante, não apenas espiritual, mas político”. Ela chegou a postar uma imagem em uma rede social homenageando Francisco pela morte, mas precisou fechar a conta após receber comentários negativos xingando-a. “Quando vi comentários de gente desejando a morte do papa Francisco, eu falei ‘não’. Não dá. A minha saúde mental estava ficando abalada. E é um desrespeito também às pessoas que me seguem e que querem saber das coisas que eu falo e faço”, disse classificando-os como “comentários de ódio”. Janja ainda pontuou que, quando visitou o Papa recentemente, ele a chamou para uma audiência reservada em que perguntou por Lula e deu a ela uma escultura de metal que mostra uma pessoa ajudando outra a se erguer. “Ele segurava a minha mão neste momento. Vou guardar para sempre em minha memória”, completou. Ela ainda citou que Lula é uma pessoa religiosa, embora não frequente a igreja, e que o próprio PT nasceu junto do Movimento Pastoral Eclesial de Base, que “caminham e crescem juntas”. Janja afirmou que torce para o Conclave escolha um novo Papa que siga o legado de Francisco, voltado “aos mais pobres, para um mundo mais solidário e sem guerra”.

Funcionários do INSS são alvos da PF por descontos irregulares em benefícios no Amazonas

Manaus/AM – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (23), a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema ilegal de descontos sobre aposentadorias, pensões e outros benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Amazonas. A operação também acontece no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Seis servidores do órgão são suspeitos de participar dos crimes e por isso estão afastados. Neste momento, 700 agentes da PF cumprem mandados de busca e a apreensão, seis mandados de prisão temporária e sequestro de bens avaliados em R$ 1 bilhão. A operação conta ainda com a participação de 80 agentes do CGU. Ao todo, cerca de 700 agentes da PF e 80 servidores da CGU estão nas ruas para cumprir 211 mandados judiciais, incluindo ordens de busca e apreensão, sequestro de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária. A operação acontece no Distrito Federal e em 13 estados:  Segundo as investigações, foram identificadas graves irregularidades na aplicação de mensalidades associativas não autorizadas, que eram descontadas diretamente dos benefícios pagos pelo INSS.