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Conselho define relatores de processos contra Silveira e Flordelis

Os deputados Fernando Rodolfo (PL-PE) e Alexandre Leite (DEM-SP) serão os relatores dos processos por quebra de decoro parlamentar contra Daniel Silveira (PSL-RJ) e Flordelis (PSD-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A escolha foi anunciada hoje (24) pelo presidente do colegiado, Juscelino Filho (DEM-MA). Com a designação dos relatores, os deputados agora terão dez dias úteis para apresentar sua defesa, com o direito de arrolar até oito testemunhas. Os processos no Conselho de Ética têm que ser finalizados em até 60 dias úteis. Antes do fim do prazo, os relatores deverão apresentar um parecer que será votado. Entre as punições estão a aplicação de censura, verbal ou escrita; a suspensão de prerrogativas regimentais; a suspensão temporária do exercício do mandato ou a perda do mandato parlamentar. Se o parecer pedir a cassação do mandato e for aprovado pelo conselho, a decisão final caberá ao plenário da Câmara. Para cassar o mandato parlamentar, são necessários os votos de, no mínimo, 257 deputados. A representação contra Daniel Silveira foi formulada pela Mesa Diretora da Câmara. Além disso, seis partidos apresentaram um documento pedindo a cassação do deputado. Silveira será investigado em razão da conduta registrada em um vídeo onde faz agressões verbais e de incitação à violência contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No vídeo, o deputado também exaltou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), baixado em 13 de dezembro de 1968, que fechou o Congresso e cassou mandatos de juízes e parlamentares. Na reunião, o presidente do colegiado sorteou o nome de três parlamentares que poderiam relatar o processo. Foram sorteados os deputados Professora Rosa Neide (PT-MT), Fernando Rodolfo (PL-PE) e Luiz Carlos (PSDB-AP). Daniel Silveira está preso desde terça-feira (16), após divulgar o vídeo com ataques aos ministros do STF. O parlamentar chegou a pedir, por meio de sua defesa, para participar presencialmente das reuniões do Conselho de Ética. O pedido foi negado pelo presidente do colegiado, com o argumento de que o Silveira poderá participar das reuniões por videoconferência. “O ministro relator [da prisão] no STF, Alexandre de Moraes, já autorizou o deputado Daniel Silveira a participar das reuniões por meio de videoconferência. “A participação não acarreta nenhum prejuízo, podendo o representado praticar todos os atos em sua defesa pessoalmente por meio de videoconferência”, disse. Flordelis A representação contra a deputada Flordelis também foi elaborada pela Mesa Diretora da Casa em outubro do ano passado. Flordelis é acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo, no dia 16 de junho de 2019, na casa da família em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. A deputada teve suspenso o exercício das funções públicas, em decisão tomada ontem (23) pelos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Caberá agora, à Câmara dos Deputados decidir se mantém Flordelis afastada da função parlamentar.

AGLOMERAÇÃO DEMOCRATICA ,Com bonecos e caixões, UM GRUPO DE PESSOAS monta um teatro em frente a ALEAM para pedir impeachment de Wilson Lima

Os manifestantes levaram bandeiras do estado, cartazes, bonecos, cruz e até caixões com imagens e o nome do governador. O ato reuniu pessoas de vários segmentos que expressaram todo o seu descontentamento com a atual gestão. Nos últimos dias, movimentos como estes vem acontecendo com frequência em Manaus .Em menos de duas semanas, esta é a quarta vez que a população protesta na frente da Aleam para pedir que o processo contra Lima seja agilizado, Mostrando que a campanha para eleições governamentais já está a todo vapor. Que os jogos comecem.

AQUI NÃO! Juíza suspende liberação de leitos da rede particular a pacientes com covid

A juíza Jaiza Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível do Amazonas, determinou nessa terça-feira (23) a suspensão das notificações extrajudiciais enviadas pelo Governo do Amazonas a hospitais particulares de Manaus solicitando a liberação de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a pacientes com Covid-19. “Determino a imediata suspensão dos efeitos das notificações extrajudiciais apresentadas nas petições de id. 447793388 e 450357364, consistente na ‘requisição administrativa dos serviços de leitos clínicos e de unidade de terapia intensiva – UTI, destinados a atender pacientes suspeitos e/ou confirmados com Síndrome Respiratória Aguda Grave, provocada pelo Coronavírus-2-SARSCoV-2′”, diz trecho da decisão. Fraxe argumentou que essa medida afeta “os pacientes internados nos hospitais particulares, causando apreensão, desordem em filas e conflitos desnecessários, no momento em que o Estado poderia estar se encaminhando para uma estabilização do número de óbitos”. Decisão anterior emitida pela juíza estabelecia que o Estado e a União transfiram pacientes para outros estados. As despesas seriam custeadas com recursos da Transferência Fora de Domicílio (TFD). Neste sentido, a magistrada avaliou que o Estado e a União “não podem reter verba do SUS” e onerar a rede privada, que mantém beneficiados não atendidos pela rede pública.

Covid-19: Capacete Elmo é utilizado em unidades da SES-AM

A maternidade Ana Braga é uma das unidades da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) que receberam, na última semana, o Capacete Elmo, equipamento de respiração não invasiva para utilização em pacientes com novo coronavírus (Covid-19) ou qualquer infecção respiratória. O capacete foi desenvolvido por pesquisadores da Escola de Saúde Pública do Ceará e doado ao Amazonas. Quarenta exemplares do equipamento foram enviados a unidades da rede estadual de Saúde do Amazonas pelo Governo do Ceará e estão sendo distribuídos entre dez hospitais que fazem atendimento de pacientes com o novo coronavírus. O Hospital Militar de Manaus também foi contemplado com Capacetes Elmos. No início do mês, profissionais dessas unidades participaram do treinamento para o manuseio do Capacete Elmo e serão multiplicadores nos hospitais onde os equipamentos serão utilizados. Estão sendo capacitados profissionais médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. “O Capacete Elmo é uma criação genuinamente brasileira. Foi inventado, foi criado por pesquisadores do Ceará, e agora estamos sendo contemplados no Amazonas, com o recebimento, na rede pública, de algumas unidades”, disse a fisioterapeuta da maternidade Ana Braga, Joelma Barbosa. Experiência – Vinda de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), a agente comunitária de saúde, Jaqueline Moreira da Silva, está internada há 22 dias na maternidade e passou pela experiência da utilização do equipamento. “Logo no início deu um medo, mas depois pude ver que eu consegui respirar bem melhor do que estava”, afirmou. A paciente conta que teve todos os sintomas da Covid-19 e um comprometimento de, aproximadamente, 80% dos pulmões. “Não vejo a hora de estar com meu filho”, contou Jaqueline, que aguarda a alta médica. De acordo com Joelma Barbosa, o equipamento é utilizado em pacientes que poderiam evoluir para uma possível intubação. “A gente precisa observar alguns parâmetros. Se é um paciente que está bem orientado, se é um paciente que é colaborativo e se é um paciente que não está tendo falha de ventilação não invasiva”, explicou a fisioterapeuta. Além da Covid-19, o capacete é indicado para pacientes com infecções respiratórias como pneumonia, asma, bronquite ou que esteja em risco de evoluir para uma insuficiência respiratória, por conta da infecção. Hospitais contemplados – O Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto e o Instituto da Mulher Dona Lindu também já contam com quatro unidades do equipamento, que será utilizado conforme a necessidade dos pacientes. O HPS João Lúcio; HPS Platão Araújo; Hospital Nilton Lins; Hospital Delphina Aziz; Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV); Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD); e Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) devem começar a usar o capacete nos próximos dias.

Isenção do IPVA: Quem não precisa pagar o imposto em 2021

A cobrança do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor) acontece anualmente e possui calendários diferentes de vencimentos, que são definidos pelo governo de cada estado. O pagamento é obrigatório e a alíquota varia de acordo com o modelo e o ano de fabricação do veículo, além do estado onde o contribuinte reside.  Em algumas localidades é oferecido desconto para quem optar por cota única ou efetuar o pagamento dentro do prazo. Exemplo disso, acontece em Minas Gerais que disponibiliza o desconto de 3% para o “bom pagador”, ou seja, os contribuintes que se mantiverem regulares com o imposto por dois anos consecutivos. Em 2021, o benefício será automático, assim, se você cumprir os requisitos, poderá emitir a guia de pagamento com o referido desconto.  Mas você sabia que há situações que motivam a isenção do imposto, assim como algumas pessoas que possuem o direito de obter esse benefício? Para você entender melhor como funciona essa isenção, reunimos todas as informações que você precisa saber para verificar se também pode solicitar a isenção em 2021.  Isenção devido à profissão  Existem alguns tipos de isenções para o imposto. Um deles é a isenção automática que é aplicada para as categorias de trabalhadores que utilizam o veículo para exercer sua profissão, como no caso dos taxistas e mototaxistas, ônibus para transporte escolar e transporte de pessoas com direito diplomático, trens e máquinas agrícolas; maquinário de construção civil, industrial ou no manejo de cargas (como guindastes e empilhadeiras); etc.  Isenção por motivo de doença  Os condutores de carros novos ou usados podem receber isenção, mas é preciso ser adaptado para a utilização do paciente e que possua liberação para condução de veículo, conforme a aptidão física do requerente e acompanhamento médico. Solicitação  Se o veículo ou motorista está entre as situações que citamos, é necessário acessar o site da Secretaria da Fazenda do seu estado e preencher as informações solicitadas. Também será necessário anexar documentos pessoais e do veículo para pedir a isenção e facilitar a verificação do pedido.  Além disso, é possível fazer o pedido de forma presencial ou enviar pelo correio, mas antes de sair de casa, busque as orientações do seu estado. O pedido de isenção é gratuito para todas as localidades. 

Enem tem hoje segundo dia de reaplicação de provas

Hoje (24) é o segundo dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade, para candidatos que tiveram as provas canceladas por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus, para aqueles que não puderam fazer o exame por estar com sintomas da covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa e para participantes que foram prejudicados por questões logísticas. Nesta quarta-feira, os participantes farão as provas de matemática e de ciências da natureza e terão cinco horas para resolver as questões, que são todas objetivas. Ontem (23), fizeram as provas de redação, linguagens e ciências humanas.  Ao todo, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 276 mil estão inscritos para esta aplicação, que ocorre em 1.481 municípios brasileiros. Desses, 41.864 pessoas farão o Exame Nacional do Ensino Médio para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). Mais 235 mil estavam inscritos no Enem regular, porém precisarão refazer o exame, seja por terem tido sintomas de covid ou outras doenças, seja porque foram prejudicados por questões logísticas, como falta de luz no local de prova.  Também estão inscritos os 163.444 candidatos do estado do Amazonas, os 969 participantes do município de Espigão D’Oeste e os 2.863 de Rolim de Moura, ambos em Rondônia. Nesses locais, o Enem regular, tanto impresso quanto digital, foi cancelado por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus.   A reaplicação seguirá as mesmas regras do Enem regular. Os horários de aplicação serão os mesmos. Os portões abrem às 11h30, no horário de Brasília, e fecham às 13h. A recomendação é que os estudantes cheguem com antecedência para evitar aglomerações. A lista do que é ou não permitido é também semelhante à aplicação regular. Os participantes deverão levar um documento oficial com foto – não é permitida a apresentação de documento digital -, caneta preta de material transparente e máscara de proteção facial. Aqueles que estiverem sem máscara serão impedidos de fazer o exame.  Os resultados finais, tanto do Enem digital quanto do Enem impresso e da reaplicação, serão divulgados no dia 29 de março.  As notas do Enem poderão ser usadas para ingressar no ensino superior e para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni), e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Mapa cria Comitê de Crise para diminuir os impactos da pandemia na agropecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um Comitê de Crise para diminuir os impactos da pandemia da Covid-19 no setor agropecuário. Segundo portaria n° 37 do Diário Oficial da União, o conselho vai monitorar ações e propor estratégias ao Mapa, durante o enfrentamento da emergência na saúde pública. Entre as principais competências do grupo está a análise de produção, mercado, infraestrutura, percepções da sociedade e questões com potencial de risco, para gerar diagnósticos que vão subsidiar a tomada de decisão do Ministério. Também estão previstas ações de monitoramento na indústria e na distribuição de produtos. O Comitê de Crise será composto por integrantes do gabinete da Ministra Tereza Cristina e das secretarias Executiva; de Agricultura Familiar e Cooperativismo; de Comércio e Relações Internacionais; de Defesa Agropecuária; de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação; e de Política Agrícola, além de outros órgãos públicos.

BR do Mar: programa incentiva uso do transporte de cargas entre portos brasileiros

Programa BR do Mar busca retomar um eficiente meio de transporte de cargas, que já foi muito utilizado no País: a cabotagem – navegação entre portos brasileiros. Apesar de o Brasil ser um país de proporções continentais, quase 60% de sua população se concentra próximo ao litoral, segundo o IBGE, e sua extensa costa de 7.367 km é totalmente oportuna para o transporte marítimo de cargas. No entanto, a cabotagem representa, atualmente, apenas 11% de toda a carga transportada internamente no País, sendo que 70% desse índice é de petróleo.  O Projeto de Lei 4199/2020, que institui o programa, ainda está em tramitação no Congresso Nacional. O objetivo é aumentar a oferta de serviços de transporte por cabotagem na costa brasileira, aumentando a competitividade entre as empresas que oferecem o serviço e incentivando o desenvolvimento da indústria naval nacional.  Entre as principais propostas está a flexibilização do afretamento de embarcações estrangeiras pelas Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs). Em Sessão Plenária da Câmara dos Deputados, o relator do PL, Deputado Gurgel (PSL/RJ) detalhou a medida. “Para isso, o Programa BR do Mar propõe flexibilizar as regras para o afretamento de embarcações estrangeiras, o que entendemos que contribuirá para a redução da necessidade de injeção imediata de vultoso capital e aumentará a atratividade do mercado para novos entrantes, além de garantir a imediata disponibilidade de frota de embarcações no Brasil, a custos operacionais baixos e próximos à realidade internacional”, comentou. O deputado também apontou as principais vantagens do modal para a economia brasileira. “Assim, o desenvolvimento da cabotagem significa redução de custos, aumento da eficiência logística e melhoria da conectividade, contribuindo para o crescimento da economia e para o desenvolvimento do País”, destacou. Certificado que atesta boas práticas de higiene em embarcações pode ser solicitado on-line Liberação de trecho do Anel Viário de Fortaleza facilita acesso pela população Brasil está entre os piores países do mundo em facilidade para abrir novas empresas Vantagens da Cabotagem O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, da Universidade de Brasília, Aldery Silveira Júnior, aponta quatro vantagens da utilização do transporte de cabotagem: economia; preservação ambiental; segurança viária e segurança da carga. A primeira diz respeito ao custo do transporte que, segundo o professor, seria bem mais barato se houvesse um volume maior de cargas. Como atualmente a demanda pela cabotagem é muito baixa, o custo fica próximo ao do transporte rodoviário. No entanto, o especialista ressalta que o modal marítimo não é viável para pequenas distâncias. “O transporte de carga por cabotagem não é economicamente viável para pequenas distâncias. Ele se adequa muito bem para médias e longas distâncias. Principalmente a partir de 1.000 quilômetros”, avalia. Já a vantagem ambiental se dá a partir da diminuição dos caminhões nas estradas, que liberam dióxido de carbono na atmosfera e degradam as estradas, por conta do peso das cargas. Com a diminuição dos veículos do transporte rodoviário, diminui também o número de acidentes e engarrafamento. Por fim, segundo o professor, a carga transportada por cabotagem quase não sofre roubos e a avaria é mínima, se comparado ao transporte rodoviário. Outras propostas do PL 4199/2020 Entre as propostas do PL 4199/2020, está a possibilidade de um investidor instituir uma Empresa Brasileira de Navegação (EBN), sem a necessidade de comprovar a posse de embarcações brasileiras – o que é exigência da atual legislação (Lei 9.432/97). Com o BR do Mar, as empresas poderão alugar embarcações estrangeiras, com o casco nu, ou seja, o afretador terá, por um tempo determinado, a posse, o uso e o controle da embarcação, com suspensão de bandeira. Inicialmente a proposta só autoriza o fretamento de uma embarcação estrangeira a casco nu. Depois o limite aumenta gradativamente com o passar dos anos. O Programa BR do Mar também propõe a diminuição da alíquota Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) da navegação de longo curso, fluvial e lacustre, passando de 25% para 8% e igualando-o a da navegação de cabotagem. Segundo o deputado Gurgel, o objetivo é diminuir os custos para os setores afetados pelo projeto. Em discurso na Sessão Plenária, o relator do PL, deputado Gurgel apontou a eliminação de outros entraves burocráticos, como proposta do BR do Mar. “A eliminação de outros entraves burocráticos ao desenvolvimento da navegação de cabotagem, como: a exigência do Certificado de Livre Prática realizada na navegação doméstica pela ANVISA; a obrigatoriedade de apresentação de conhecimento de embarque e transporte apenas em papel; a forma como os tripulantes estrangeiros serão tratados nas questões migratórias; entre outros”, destacou. Histórico da cabotagem Apesar de hoje a cabotagem representar apenas 11% do transporte interno de cargas no Brasil, até a década de 30, o modal era o principal meio utilizado para transportar cargas no País. O professor da UnB Aldery Silveira Júnior explica como o cenário mudou. “A partir da década de 1930, houve o incentivo ao uso do transporte rodoviário, com a finalidade de interiorizar o país. Porque até então, todo o transporte de carga era por cabotagem, navio. A partir de 1930, começou-se a construir estradas, para interiorizar o Brasil, povoar o país. Posteriormente, em 1950, com a instalação da indústria automobilística, houve também incentivo para o transporte rodoviário”, explica. Segundo o especialista, nos anos 1980, a cabotagem representava pouco mais de 1% do transporte interno de cargas do País, mas desde então voltou a crescer timidamente. Para ele, é preciso haver maiores investimentos no setor, principalmente em termos de infraestrutura instalada. “[É preciso] abrir as portas da cabotagem. Existe atualmente cerca de 40 empresas cadastradas na Antaq para prestar serviços na cabotagem, mas somente oito dominam cerca de 95% do mercado. As outras são empresas pequenas. Apenas três transportam contêiner”. Segundo o professor, a capacidade de transporte de carga por cabotagem é cinco vezes maior do que é transportado atualmente. A meta do Ministério da Infraestrutura, que coordenou a elaboração do projeto, é ampliar em 40% a frota marítima destinada à cabotagem, nos próximos três anos, sem contar as embarcações petroleiras, e passar a transportar,

Novas cepas da Covid-19 acendem alerta mesmo após vacinação

O início da vacinação no País trouxe esperança para os brasileiros que viram o cenário da pandemia se agravar em 2021, com a segunda onda de contaminações e óbitos em decorrência da Covid-19. Porém, fatores como o surgimento de novas cepas da doença e a circulação cada vez maior de pessoas trazem o alerta de que a aplicação das doses não é garantia de total proteção. Especialistas ressaltam que é preciso manter os cuidados que são recomendados desde o começo da pandemia, mesmo após a vacinação. A infectologista do Hospital Santa Marta, Fabíola Setúbal, explica que quanto mais o vírus se replica, ou seja, se multiplica, sendo passado de pessoa para pessoa, maior a chance de haver acúmulo de mutações. Essas mudanças no formato original do novo coronavírus são preocupações da comunidade científica. “As vacinas que temos disponíveis hoje se utilizaram da cepa do início da pandemia. Portanto, é muito precoce afirmar qualquer coisa com relação a eficácia das mesmas. Mas, sim, é possível que uma nova cepa possa escapar das vacinas que são utilizadas atualmente”, afirma Fabíola. Outro fator que reforça essa necessidade é o tempo até que o sistema crie anticorpos neutralizantes contra a entrada do vírus nas células. Segundo o Instituto Butantan, que atua no desenvolvimento da CoronaVac, são necessárias, em média, duas semanas após a segunda dose para que a pessoa esteja protegida. A infectologista pontua que, diante dessas informações, hoje é essencial manter os cuidados que já são comprovados cientificamente como eficazes contra a Covid-19.  “Desde o início da pandemia, houve modificação de várias orientações acerca do tratamento do coronavírus. Por exemplo, no início se falava muito sobre algumas drogas como cloroquina, azitromicina, e, ao longo da pandemia, os estudos mostraram que elas não tiveram eficácia no tratamento. Mas o que não mudou foi a importância das medidas de prevenção contra o vírus, que são as mesmas. Não formar aglomerações, uso contínuo da máscara, utilização de álcool em gel ou higienização das mãos com água e sabão de forma regular”, exemplifica. Conscientização A fisioterapeuta Francilayne de Araújo tomou a segunda dose da imunização contra o novo coronavírus em 19 fevereiro, mas sabe que essa é apenas uma das proteções necessárias. “Mesmo depois de tomar a vacina, sigo tomando todos os cuidados que estão sendo recomendados a bastante tempo. A pandemia não acabou, o vírus não saiu de circulação. O fato de estar vacinada não garante que eu esteja completamente livre de contrair o coronavírus, a vacina é uma prevenção para evitar que o quadro se agrave”, lembra. O exemplo também é seguido por Luís Felipe Gonçalves, enfermeiro residente. “Estava muito ansioso para tomar a vacina, tomei a primeira dose em janeiro. Mas, mesmo depois de vacinado, sigo tomando os mesmos cuidados. É importante ter em mente a importância da continuidade das orientações que já eram informadas”, diz.  Variantes As novas variantes do Sars-CoV-2 foram identificadas pela primeira vez no Reino Unido (B.1.1.7), África do Sul (B.1.351) e Brasil (P.1), gerando preocupação nas autoridades de saúde, pois as principais características dessas cepas ainda são analisadas. A possibilidade de que essas variantes sejam mais transmissíveis e letais é um alerta observado.  Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 173 casos confirmados da variante P1, de Manaus, em 5 estados: Amazonas, Pará, São Paulo, Roraima e Ceará. A variante do Reino Unido foi identificada em 3 unidades da federação: São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Ainda não há registro da circulação da variante Sul-africana no Brasil.

Spray desenvolvido pelo Senai elimina a presença do coronavírus em superfícies

Um spray antiviral desenvolvido pelo Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica do Paraná, capaz de neutralizar o vírus da covid-19 e suas variantes recém-descobertas, deve chegar ao mercado ainda neste primeiro semestre. A inovação funciona com nanopartículas de prata para proteger e revestir superfícies por, no mínimo, 72 horas, e a comercialização deve ser feita em lojas de departamento, e-commerces e farmácias.  O produto, realizado em conjunto com a TNS Nano, pode ser utilizado, por exemplo, em maçanetas, mesas e bancadas, balcões de atendimento, corrimãos de escadas e corredores, auxiliando na prevenção do contágio não só dos consumidores como também dos funcionários em indústrias e comércio.  Segundo a pesquisadora e responsável técnica pelo projeto, Agne Carvalho, a fórmula é responsável pela formação de uma película protetora nas superfícies em que ele é aplicado. “Ele consegue neutralizar a ação do vírus porque ele desestabiliza a estrutura proteica de forma que seu RNA fica exposto e não tem mais a sua ação contaminante”, explicou. Startups que tiveram apoio do Sistema Fiep receberão investimentos da Petrobras Senai de Mato Grosso do Sul é o segundo melhor do País em sustentabilidade em tecnologia e inovação Foram desenvolvidas três diferentes formulações baseadas nas propriedades: estabilidade físico-química, formação de filme de proteção ultra fina capaz de proteger a superfície de aplicação, resistência à abrasão, eficácia antibacteriana, toxicidade oral, irritação dérmica e ocular e, principalmente, a eficácia antiviral. O diretor geral da TNS Nano, Gabriel Nunes, destacou o diferencial do produto. “Ele consegue eliminar não da mesma maneira que um sabão ou um álcool em gel vem fazendo. Ele oferece essa segurança pelas próximas 72 horas, então nós estamos oferecendo algo que até agora não foi visto no mercado”, afirmou. As aprovações, realizadas pelo Laboratório de Virologia Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), simularam aplicações em materiais que mimetizam as principais superfícies de interesse como tecidos, granito, aço inox e laminados sintéticos. O gerente do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, Filipe Cassapo, destacou a importância da iniciativa. “Esse é logicamente um produto absolutamente revolucionário, à medida que fomos capazes nesta pesquisa muito rápida, em apenas cinco meses, de desenvolver um revestimento que de maneira uniforme protege”, disse.  Com uma proposta similar à iniciativa brasileira, só que em composição de medicamento, em Israel está sendo desenvolvido um spray nasal contra a covid-19. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que enviará uma comitiva brasileira para conhecer o produto.  O medicamento é inalado uma vez por dia durante alguns minutos, durante cinco dias, sendo direcionado diretamente para os pulmões. Assim como as vacinas, os estudos de medicamentos são divididos em várias etapas e, no Brasil, precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para acontecerem. Missão contra COVID-19  No início da pandemia, o Senai lançou a “Missão contra COVID-19” como parte de um Edital de Inovação para a Indústria. Com apoio da Embrapii e da ABDI, foram destinados R$ 20 milhões para projetos que ajudem a prevenir, diagnosticar e tratar a Covid-19. O spray antiviral foi um dos projetos aprovados pelo Edital.