Por: Redação MVE
A prisão do ex-prefeito de Rio Preto da Eva e atual presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Sousa, provocou protestos e versões divergentes neste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições.
Vídeos gravados no local mostram Anderson cercado por policiais militares e sendo conduzido para uma viatura, enquanto moradores protestam contra a ação. Nas imagens analisadas pelo MVE, não aparece registro visual de entrega de dinheiro ou outra cena que, isoladamente, demonstre compra de votos.
Isso, entretanto, não significa que as gravações descartem a ocorrência de eventual crime fora do trecho filmado.
Moradora protesta contra abordagem
Durante a confusão, uma mulher que acompanha a ocorrência critica duramente a atuação policial e afirma que Anderson estava na fila.
“Tá todo mundo revoltado aqui. Tava na fila imensa e levaram algemado. Abuso aqui. A polícia tá sendo covarde. O Anderson só estava conversando na fila e a polícia levou ele.”
A declaração representa a versão da pessoa que gravava a ocorrência.
As imagens também registram momentos de tensão e policiais tentando controlar a aproximação de populares enquanto Anderson é retirado do local.
SSP-AM apresenta outra versão
Após a circulação dos vídeos, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas apresentou sua versão sobre o episódio.
Segundo informações atribuídas à SSP-AM, a ocorrência começou após denúncia de possível prática de crime eleitoral. A Polícia Militar foi acionada para verificar a situação e, durante a abordagem, Anderson teria desacatado os agentes e agredido um sargento. A polícia também menciona suspeitas de resistência, desobediência e lesão corporal.
Essas acusações são a versão apresentada pelas autoridades e ainda dependem da apuração e dos procedimentos legais correspondentes.
AAM questiona prisão
A Associação Amazonense de Municípios saiu em defesa de seu presidente e afirmou enxergar possível motivação política no episódio.
Em nota divulgada neste domingo, a entidade classificou a prisão como injusta e defendeu que Anderson tenha garantidos o devido processo legal, o direito de defesa e a imparcialidade na apuração.
A AAM também relacionou o episódio à atuação recente de Anderson na cobrança de recursos destinados aos municípios amazonenses, mas não apresentou, até o momento, prova pública de que a prisão tenha sido determinada por motivação política.
Vídeos colocam abordagem sob escrutínio
O material divulgado nas redes permite observar parte da condução de Anderson e a reação das pessoas que estavam no local. Ele não permite, porém, reconstruir integralmente os acontecimentos que antecederam a prisão.
De um lado, a SSP-AM sustenta que houve denúncia de crime eleitoral e acusa Anderson de desacato, resistência e agressão. Do outro, testemunhas presentes protestam contra a forma da abordagem, enquanto a AAM questiona a prisão e pede respeito às garantias legais.
Agora, caberá às autoridades competentes esclarecer as circunstâncias da ocorrência, inclusive mediante análise dos registros disponíveis e demais provas eventualmente produzidas.
VEJA O VÍDEO — Imagens mostram a abordagem e a condução de Anderson Sousa em Rio Preto da Eva.
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