Durante manifestação realizada em Brasília nessa terça-feira (7), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que qualquer proposta diferente de uma anistia total aos condenados pelos atos de 8 de janeiro é insuficiente. E
la criticou a ideia de “dosimetria” defendida pelo deputado Paulinho da Força, relator do projeto, e disse que a medida não resolveria o sofrimento das famílias. “Uma dosimetria não vai tirar a dor dessas pessoas”, declarou Michelle, em meio a aplausos dos manifestantes.
No mesmo discurso, ela voltou a mencionar o marido, o ex-presidente Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, dizendo que ele vive uma “situação humilhante”.
“Obrigada a cada liderança, prefeitos que vieram de seus municípios, parlamentares, amigos. Aqui está o Renato, irmão do meu marido, que não pôde até hoje, não foi liberado para visitar o seu irmão. É isso que nós estamos vivendo, queridos, toda essa humilhação”, afirmou.
Michelle também exaltou o papel político do ex-presidente. “É o grande líder do Brasil (Bolsonaro), é o grande líder da direita, foi o homem que governou, que não se corrompeu, não cometeu nenhum crime, não roubou os velhinhos, não tirou a pensão dessas pessoas que são vulneráveis, qual foi o crime que ele cometeu?”, questionou diante do público.
Entre os presentes no ato estavam Silas Malafaia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e José Medeiros (PL-MT), além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O grupo subiu em um trio elétrico para discursar aos manifestantes, que incluíam familiares de presos pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
Encerrando seu discurso, Michelle voltou a se referir à tornozeleira eletrônica usada pelo marido. “Aquela tornozeleira. E essa humilhação não é sobre nós, não é sobre Jair Messias Bolsonaro, e sim sobre um sistema que tem percebido o homem de bem, o homem que não cometeu nenhum crime”, declarou.
Em 79, o Brasil deu Anistia a assassinos, sequestradores e ladrões da esquerda.
— João Zambelli (@euJoaoZambelli) October 7, 2025
Anistia já é uma concessão. O correto seria a anulação de todos os processos contra os perseguidos políticos, incluindo minha mãe.
É inadmissível que se fale em redução de pena para INOCENTES! pic.twitter.com/JIAPk7jNgE











