O deputado estadual gaúcho Professor Claudio Branchieri (PL-RS) publicou nesta terça-feira, 4, um vídeo nas redes sociais em que ironiza a decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) de acionar judicialmente pessoas que associam a legenda ao crime organizado.
Em tom provocativo, o parlamentar fez repetidas menções ao apelido “Partido dos Traficantes”, ao mesmo tempo em que alertava o público para não usar a expressão, sob pena de consequências no âmbito jurídico.
Deputado: muita gente para processar
No vídeo, Branchieri afirma que o PT estaria processando quem chamou o PT de Partido dos Traficantes. Em seguida, repete diversas vezes o aviso: “Por favor, não chame o PT de Partido dos Traficantes. Repito: não chame o PT de Partido dos Traficantes”.
NÃO CHAMEM O PT DE
PARTIDO DOS TRAFICANTES!!! pic.twitter.com/FnJpKu8lCH— Prof. Claudio Branchieri (@ProfClaudioBran) November 4, 2025
Em tom de ironia, o parlamentar prossegue: “Agora, imagina se 200 milhões de pessoas chamarem o PT de Partido dos Traficantes. Seria muita gente para processar, certo?”. Ele encerra o vídeo dizendo que “está combinado” que ninguém deve usar o apelido, mas sugere que cada um “pense quem o partido é”.
A publicação reforçou críticas já feitas por setores da oposição e especialistas em segurança pública. Eles acusam o PT de demorar a reagir à escalada da violência e de adotar uma postura considerada complacente com facções criminosas. Segundo esses críticos, o governo tem sido tímido na adoção de medidas mais duras contra o avanço do crime organizado em diversos Estados, bem como estabelecido relações muito próximas e constrangedoras com líderes de facção.
O vídeo de Branchieri faz referência direta às ações judiciais movidas recentemente pelo PT. O partido ingressou com processos no Distrito Federal contra parlamentares e cidadãos que usaram o termo “Partido dos Traficantes” em publicações nas redes sociais, pedindo indenizações de até R$ 40 mil. Em um dos casos, a Justiça determinou a remoção de uma postagem do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) que associava a sigla ao tráfico de drogas.











