As Forças Armadas da Venezuela bombardearam um acampamento do Exército de Libertação Nacional (ELN) na sexta-feira 30, no Estado de Apure. O ataque, no lado venezuelano da fronteira com a Colômbia, deixou ao menos 19 mortos, segundo uma ONG local e fontes militares da agência AFP.
A organização Fundaredes confirmou inicialmente nove mortes. No sábado, porém, um representante da entidade informou à AFP que outros dez corpos haviam sido localizados. Imagens divulgadas pela ONG mostram possíveis restos mortais, árvores derrubadas e escombros.
Uma fonte militar ligada à operação afirmou que helicópteros e drones atacaram o acampamento em uma área de mata fechada. Segundo o militar, a inteligência dos Estados Unidos apoiou a ofensiva. “Pessoas da CIA (agência de inteligência dos EUA) e do FBI (polícia federal norte-americana) nos ajudaram”, declarou. “E isso foi uma ordem vinda dos Estados Unidos.”
As autoridades da Venezuela e dos EUA, no entanto, não se pronunciaram sobre o caso. Os dois países mantêm relação próxima desde janeiro.
Grupos armados atuam na fronteira da Colômbia e Venezuela
O ELN e outros grupos armados colombianos atuam ao longo dos 2,2 mil quilômetros de fronteira entre Venezuela e Colômbia. Essas organizações controlam atividades de narcotráfico e mineração ilegal na região.
Durante anos, a Colômbia acusou o governo chavista de abrigar esses grupos em território venezuelano. Caracas mudou de postura e alinhou suas ações a Washington no início do ano, depois de os norte-americanos capturarem o ditador Nicolás Maduro.
Com apoio dos Estados Unidos, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, também conduz uma ofensiva contra grupos criminosos na Colômbia. A operação inclui bombardeios constantes.











