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Vasco não vê a cor da bola e toma goleada do Independiente Del Valle pela Sul-Americana 2025; leia análise

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Clube equatoriano dominou o confronto e encaminhou classificação para próxima fase

“Todo mundo tem um plano até levar o primeiro soco na cara”, é uma frase muito conhecida da lenda do boxe Mike Tyson, e que serve para exemplificar o jogo do Vasco contra o Independiente Del Valle nesta terça-feira pela Copa Sul-Americana.

O técnico Fernando Diniz chegou para a partida no Olimpico Atahualpa, em Equador, com a ideia de usar Vegetti e Gustavo Souza, o GB, em uma nova formação com dois atacantes, mas a rápida e justa expulsão do lateral-esquerdo Lucas Piton acabou com qualquer planejamento do treinador que, após o primeiro gol da equipe mandante, viu o seu elenco desmoronar tática e moralmente e sofrer um massacre em campo, que terminou em 4 a 0, mas poderia ser mais.

Em um jogo que ainda estudado, Piton fez uma forte falta no meia Guagua. O árbitro deu um cartão amarelo para o lateral cruz-maltino, mas quando reviu o lance no VAR, mudou a cor na hora. Com um a menos aos 11 minutos do primeito tempo, Diniz fez a difícil escolha de tentar reforçar a defesa, tirando de campo o atacante GB, que pouco conseguiu fazer nesse início de jogo.

Mesmo sem jogador, vasco criou as duas melhores chances na sequência da expulsão, uma com Rayan e outra com Paulo Henrique que cabeceou perigosamente para o gol.

No entanto, a equipe equatoriana começou a se soltar em campo e criar mais chances a medida que o cruz-maltino recuava.

Spinelli recebeu um cruzamento e cabeceou forte para o gol, mas a bola explodiu no travessão, na sobra, Guagua finalizou no contrapé de Léo Jardim, mas ainda assim o goleiro deu exemplo de qualidade ao conseguir tirar a bola na ponta dos dedos.

Percebendo a dificuldade de jogar fora de casa e com menos um, a equipe brasileira passou a gastar tempo em todas as oportunidades que teve. Mas, embora a defesa vascaína tenha conseguido se proteger de diversos lances perigosos dos donos da casa, a bola sempre rodava a grande área do cruz-maltino até que Guagua finalizou forte e Léo Jardim defendeu novamente, mas a bola sobrou para o zagueiro Carabajal que abriu o placar nos acréscimos do primeiro tempo.

A volta ao segundo tempo do Vasco foi com um ritmo ainda mais baixo, seja pelo cansaço por correr com um a menos ou o desânimo de ter a zaga vazada no final do primeiro tempo.

Após novo cruzamento na área, Spinelli e Mercado trocaram passes com tranquilidade e sem a mínima pressão vascaína. O atacante ajeitou a bola no peito e passou para meia ampliar o placar.

A assistência rendeu frutos no lance seguinte, o atacante recebeu novo cruzamento, desta vez uma bola a meia altura e ele teve o trabalho de apenas escorar a bola para o gol.

Nem mesmo o técnico Diniz, conhecido por ter um temperamento mais quente, conseguiu escapar do balde de água fria que foram os dois gols no começo do segundo tempo, e parou de esbravejar com o time.

Em determinado momento, os equatorianos chegaram a ter cerca de 80% de posse de bola no jogo.

Após cozinhar grande parte do segundo tempo ao entender que a equipe brasileira não ofereceria perigo, o Independiente Del Valle voltou a apertar no ataque na parte final do jogo. Após três tentativas de chutas cortadas pela zaga vascaína, a bola ainda sobrou nos pés de mercado, que guardou o quarto gol com tranquilidade.

O gol animou a equipe novamente, que voltou a atacar com Spinelli, fazendo o quinto gol, no entanto estava em posição irregular e o árbitro anulou o gol por impedimento. Ainda assim, quatro minutos depois Lemos fez um pênalti em Mercado.

Na cobrança do pênalti, Léo Jardim ainda conseguiu uma bela defesa na batida forte de Cazares.

Agora a equipe cruz-maltina terá a difícil missão de, ao menos, devolver o placar dentro de casa na partida de volta para levar o jogo para os pênaltis. O duelo será no dia 22, às 21h30.

Mas antes disso, a equipe ainda precisará voltar sua atenção ao Campeonato Brasileiro, neste sábado, quando receberá o Grêmio, às 17h30. O Vasco está a dois pontos da zona de rebaixamento.