Um casal de turistas levou um susto ao encontrar uma câmera espiã dentro instalada dentro de um flat do resort Oka Beach Residence, na praia de Muro Alto, em Porto de Galinhas, em Ipojuca, em Pernambuco.
O casal se hospedou no local, que tem diária de aproximadamente R$ 750, entre os dias 13 e 17 de janeiro e descobriu a câmera no penúltimo dia no resort. De acordo com as vítimas, o equipamento estava camuflado em forma de uma falsa tomada, bem na frente da cama.
O equipamento espião só foi descoberto porque a mulher tentou conectar o cabo do celular e como não conseguiu, resolveu olhar a tomada mais de perto com o auxílio da lanterna do aparelho.
Ela contou que ao perceber as lentes, avisou o marido e durante pesquisa na internet, eles confirmaram que a falsa tomada era na verdade uma câmera espiã.
A gerência do resort foi acionada e duas amigas do casal, que viajavam com eles e estavam hospedadas em outro flat, foram informadas sobre a questão.
Elas chegaram a checar o apartamento para ver se também estavam sendo filmadas indevidamente, mas não acharam câmeras no local.
Turistas de SP descobrem câmera escondida em quarto de resort em Pernambuco.
🚨BRASIL: Turistas de SP descobrem câmera escondida em quarto de resort em Pernambuco.
“A pessoa que instala tem a intenção de captar cenas de sexo ou nudez”, disse o delegado que investiga o caso, Ney Luiz Rodrigues em entrevista à Rede Globo.
— CHOQUEI (@choquei) January 22, 2024
O casal foi orientado a fazer um boletim de ocorrência e deixou o local no dia seguinte. Eles analisam se vão processar o resort, a Carpe Diem, que administra o local e o Booking, plataforma por onde reservaram o flat.
O advogado deles, Henrique Campos, contou que a mulher está apavorada com a possibilidade de ter imagens íntimas divulgadas na internet e está sendo acompanhada por um psiquiatra.
O defensor disse que vai entrar com processo para garantir que as imagens não sejam vazadas ou vendidas e que permaneçam em sigilo assim como a investigação feita pela Polícia Civil.
No decorrer da apuração, a PC deve desvendar para onde iam as imagens feitas pelas câmeras, quem as recebia e quantas pessoas foram vítimas da espionagem.
O responsável deve “registro não autorizado de intimidade sexual” (Art. 216 – b do Código Penal), que trata sobre “produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes”, que pena que pode chegar a um ano de prisão.