O Tribunal Superior do Trabalho (TST) está construindo uma sala VIP no Aeroporto Internacional de Brasília exclusiva para seus 27 ministros.
Segundo a Folha de S.Paulo, a Corte, responsável por julgar recursos sobre questões trabalhistas e uniformizar a jurisprudência, gastará mais de 1,5 milhão de reais em dois anos para finalizar e manter o espaço.
Ao justificar a obra, o tribunal afirmou que “a forma como eram realizados os embarques e desembarques aéreos das autoridades propiciava a aproximação de indivíduos mal-intencionados ou inconvenientes, o que aumentava significativamente os riscos evitáveis para essas autoridades”.
O acordo é válido até abril de 2027, mas pode ser renovado.
Regalias para os ministros do TST
Quando utilizarem a sala VIP, que está localizada no andar superior do aeroporto de Brasília, os ministros do TST terão direito a acompanhamento pessoal por funcionários do aeroporto, ao custo de 284 reais por atendimento.
Com um mínimo de 50 atendimentos por mês, o benefício será válido também para voos pessoais, ou seja, sem finalidade profissional.
Os magistrados também terão direito a um carro privativo, para não terem que compartilhar os ônibus de translado interno do aeroporto com os demais passageiros.
O custo é de 144 reais por deslocamento.
Todas as regalias serão bancadas com dinheiro público.
O exemplo de STF e STJ
À Folha, o TST disse que “o projeto segue os mesmos moldes do STF e STJ”.
Ambas as Cortes alegam manter salas exclusivas para os ministros no aeroporto de Brasília para garantir a segurança de seus integrantes.
“Tal preocupação se dá em razão da logística atual do terminal aeroportuário de Brasília, que possibilita risco à segurança dos ministros, principalmente por possível abordagem de terceiros, sendo conveniente sua minimização”, disse o TST.
O STF adotou uma sala VIP do aeroporto de Brasília em 2017, alegando que seus ministros se tornaram figuras públicas por causa dos julgamentos da Operação Lava Jato.
Como o espaço deles fica longe dos demais passageiros, eles podem acessar os aviões sem passar pelo portão de embarque.











