O secretário municipal de Educação (Semed), Júnior Mar, foi convocado na Câmara Municipal de Manaus (CMM) para esclarecer denúncias de perseguição contra professores, que estariam sendo impedidos de participar de manifestações contra a reforma da Previdência Municipal. A convocação ocorreu por meio de requerimento do vereador Rodrigo Guedes (Progressistas), nesta quarta-feira (1º), em meio a protestos da categoria para a retirada do projeto de tramitação na Casa.
“Perseguir servidores públicos que estão lutando por seus direitos é cruel, desumano e indigno. Secretário, pare de se esconder por trás de gestores, todos sabem que é o senhor quem está dando a ordem para que os professores não participem das manifestações. Por isso, cobro que o secretário seja convocado nesta Casa Legislativa para esclarecer essas perseguições”, afirmou Guedes.
A proposta de reforma previdenciária é de autoria da Prefeitura de Manaus, que tem sido acusada de punir os profissionais, que alegam prejuízos com a medida.
Segundo Guedes, ele recebeu diversas denúncias de que Júnior Mar estaria usando gestores para pressionar professores e pedagogos a não participarem das manifestações, sob ameaça de descontos nos salários.
O requerimento de convocação deve ser votado na próxima segunda-feira (6), e o vereador afirmou que apresentará uma representação contra o secretário no Ministério Público do Trabalho (MPT).
Além do protesto realizado na semana passada em frente à Câmara, os profissionais realizaram outro ato nesta quarta-feira (1º), criticando, entre outros pontos, o aumento da idade de aposentadoria — cinco anos para as mulheres e sete anos para os homens —, uma das principais razões da indignação da categoria.
Durante os protestos, os vereadores José Ricardo (PT) e Rodrigo Guedes discursaram em apoio aos professores, destacando a indignação com a proposta e votando contra a reforma.
A Prefeitura de Manaus justificou a reforma alegando déficit na previdência municipal. No entanto, a gestão municipal tem investido em contratos milionários, como o Festival Sou Manaus Passo a Paço 2025, o que levanta questionamentos sobre a administração correta dos recursos públicos.











