O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou, nesta segunda-feira, 15, um pedido de habeas corpus da defesa do traficante Celso Luiz Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém, de 64 anos. Ele é um dos fundadores da facção Amigos dos Amigos (ADA), na década de 1990. O grupo é a terceira maior organização criminosa do Rio de Janeiro.
Celsinho havia sido preso em 8 de maio durante uma operação da Polícia Civil na Vila Vintém, em Padre Miguel. As investigações apontam que ele negociava alianças com chefes do Comando Vermelho (CV) para retomar territórios dominados por milícias na Zona Oeste.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Contenção, que busca frear a expansão do CV na região.
Soltura de Celsinho da Vila Vintém por “razões humanitárias”
A decisão foi do ministro Sebastião Reis Júnior, relator do caso. Ele justificou a medida com base em “razões humanitárias e excepcionais”. No despacho, o magistrado converteu a prisão preventiva em domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Segundo a defesa, Celsinho sofre de hipertensão, diabetes tipo 2, dislipidemia e diverticulite aguda. O argumento da defesa é de que as comorbidades “demandam tratamento médico contínuo e inviabilizam sua permanência no sistema prisional”.
Os advogados também alegam que o traficante é responsável pelos cuidados da mulher, que está em tratamento contra um câncer terminal.
“Diante desse contexto, por razões humanitárias e em caráter excepcional, mostra-se suficiente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, especialmente em razão da comprovada necessidade da presença do paciente nos cuidados dispensados à esposa”, escreveu Sebastião Reis na decisão.











