Nem sempre a violência atinge apenas quem sofreu a agressão. Em muitos casos, ela se espalha silenciosamente por toda a família, desestruturando lares, rompendo vínculos e deixando feridas invisíveis. É por isso que a deputada estadual Débora Menezes, coordenadora da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), tem dedicado atenção direta e pessoal à ampliação dos atendimentos psicossociais e psicoeducacionais na capital.
Acompanhando de perto os casos, a parlamentar tem priorizado o trabalho em campo, junto à equipe técnica da Procuradoria, formada por psicóloga, assistente social e advogados. Juntos, esses profissionais realizam escutas qualificadas, visitas técnicas e articulações com a rede de proteção para garantir que nenhuma criança ou adolescente vítima de violência fique invisível aos olhos do poder público. E, principalmente, para que suas famílias também sejam amparadas e orientadas para recomeçar.
Uma das crianças acompanhadas pela Procuradoria é uma menina de 9 anos, que convive com uma condição de saúde delicada e faz uso de dispositivos médicos. Ela vive atualmente com o pai e as irmãs, após ser retirada do convívio com a mãe por negligência. Mesmo sendo assistida pela rede pública de saúde, a mãe não a mantinha na escola, alegando que ela não tinha condições de frequentar o ambiente escolar. Desde que passou a viver com o pai, a situação tem sido monitorada de perto. A deputada Débora Menezes determinou prioridade nos encaminhamentos educacionais e de saúde. A avaliação psicológica apontou que a criança apresenta plena capacidade cognitiva e emocional para o aprendizado, estando pronta para ser reinserida na escola com o suporte adequado.
Outro caso foi o de uma adolescente de 11 anos, que sofreu abusos sexuais durante anos pelo próprio pai, atualmente preso. Órfã de mãe desde os dois anos de idade, ela vive agora com a tia, em um novo lar. A Procuradoria promoveu escuta qualificada com a adolescente, orientou a nova responsável e garantiu que o atendimento psicossocial fosse direcionado à reestruturação afetiva de toda a família.
Ainda nesta semana, a equipe da Procuradoria esteve na casa da família de Fernando, jovem que perdeu a vida após ser espancado em um episódio de violência urbana com motivações ligadas ao bullying. Fernando era alvo constante de xingamentos e agressões verbais. O caso representa um alerta grave sobre os impactos do preconceito e da violência que crianças e adolescentes enfrentam nas ruas e nas escolas. A visita da equipe psicossocial teve como foco o acolhimento da mãe e a escuta dos irmãos, reconhecendo o sofrimento coletivo vivido pela família.
“A violência que atinge uma criança desestabiliza toda a estrutura familiar. Por isso, nosso trabalho vai além da vítima direta. Acolhemos mães, pais, avós, irmãos. A Procuradoria tem entrado onde é preciso, não apenas onde é confortável. Seguiremos presentes, firmes, mobilizadas”, afirma a deputada Débora Menezes.
Segundo a equipe técnica da Procuradoria, os atendimentos são organizados em três frentes. O atendimento psicossocial, conduzido de forma integrada entre a psicóloga e a assistente social, envolve escuta qualificada, acompanhamento técnico e articulação com a rede de proteção. Já a psicoeducação é um trabalho específico da psicóloga com os familiares, orientando sobre a importância da continuidade da terapia, do acolhimento no ambiente doméstico e do comparecimento aos atendimentos. Por fim, a frente de garantia de direitos é coordenada pela assistente social, que verifica se os direitos da criança e do adolescente estão sendo assegurados conforme a lei, com foco no acesso à educação, saúde, segurança e proteção social.
Além das ações externas, a Procuradoria conta com uma estrutura permanente de apoio psicossocial e jurídico, localizada no 4º andar da Assembleia Legislativa do Amazonas. O atendimento é feito mediante agendamento, oferecendo escuta qualificada, orientação técnica e encaminhamentos necessários à rede de proteção.
Mais do que denunciar, o trabalho da Procuradoria busca reconstruir histórias. O atendimento psicossocial é uma das frentes mais importantes dessa atuação. Envolve escuta técnica, vínculo humano e articulação com os serviços públicos de forma sensível e contínua. Também faz parte desse processo a escuta qualificada, uma metodologia que respeita o tempo emocional da criança, observa sinais não verbais e acolhe sem revitimizar.
Para Débora Menezes, a presença do Poder Legislativo nesses territórios representa mais do que compromisso político. É uma forma de garantir que os direitos fundamentais da infância sejam respeitados na prática. “Essas famílias precisam saber que não estão sozinhas. Quando a Procuradoria bate à porta, bate junto o compromisso de não abandonar nenhuma criança à própria sorte”, reforça a parlamentar.











