Simone Mendes surpreendeu Ana Maria Braga e Angélica durante o Angélica Ao Vivo exibido nessa quinta-feira (27), no canal GNT, ao revelar que não gosta de usar calcinha. “É muito sem futuro a calcinha… A calcinha só dá trabalho”, disse a cantora. A declaração repercutiu nas redes sociais, com internautas questionando se não usar a pela faria mal.
A irmã de Simaria contou ter preferência por um tipo específico de roupa íntima. “Porque é o seguinte: tem aquelas que gostam de calcinha pequena, tem aquelas que gostam de calçolão, e quando eu usava calçolão, eu era do calçolão”, lembrou. “Mas a calcinha no rabo é a pior coisa do mundo. É aquele sofrimento tirando, aquele negócio incomodando…”, acrescentou, aos risos.
Angélica concordou com Simone e disse que “é ruim mesmo”. “A gente fica, mulher… Abafa nossas coisinhas, não é legal”, justificou a sertaneja. Angélica disse que é verdade e revelou: “Eu curto também ficar sem calcinha.”
Mas o que faz bem para a saúde íntima da mulher?
Segundo a ginecologista Ana Paula Fabricio, a escolha por usar — ou não — calcinha deve ser individual. “Não existe certo ou errado. A pessoa tem que se sentir bem e confortável. Muitas mulheres se sentem melhor sem. Mas, geralmente, não usam calcinha em casa ou durante a noite. Acho excelente. Mas, se quiserem sair sem calcinha, não sou contra”, afirma.
Não usar calcinha é positivo para a saúde feminina, de acordo com a médica. “Porque a região íntima precisa respirar e, dependendo do tecido utilizado, como jeans, nylon e tecido sintético, aumenta-se o calor, causando incômodo e favorecendo infecções, principalmente a candidíase vaginal, que é a porta de entrada para outras infecções vaginais também”, explica Ana Paula.
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Para promover a respiração da vulva e evitar essas irritações, o ideal é usar calcinhas de tecido natural, principalmente as de algodão. “Deve-se ainda evitar o uso de protetor diário continuamente. De vez em quando, ok, porque os absorventes deixam a região muito mais abafada, e hoje já existem alternativas de absorventes respiráveis. Por isso, se for usar, use o absorvente respirável, mas não todos os dias, já que a umidade e o calor excessivo na região íntima favorecem o aparecimento de fungos e bactérias que levam a infecções”, aponta.
A médica reforça que o mais importante sempre é a liberdade e o conforto da mulher. “Se ela prefere ficar sem calcinha, tudo bem. Para dormir, sempre falo que é até saudável. Mas se ela quiser andar sem calcinha, também não vejo problema. O essencial hoje é a mulher ter liberdade e escolher o que a faz se sentir bem. É ter liberdade e conforto sem tabu. Ela não tem que usar calcinha! Ela vai usar se ela se sentir confortável, mas ficar sem calcinha é uma maneira saudável de favorecer a ventilação da região íntima e até prevenir infecções”, aponta.











