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Senado recebe pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes por caso Master

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O documento, protocolado por um cidadão comum nesta segunda-feira, 26, também pede a cassação do ministro Dias Toffoli

O Senado passou a analisar o primeiro pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionado ao caso do Banco Master. O documento, protocolado por um cidadão comum nesta segunda-feira, 26, também pede a cassação do ministro Dias Toffoli.

No texto, Higor Natan Paulino de Souza questiona um contrato firmado entre o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci, e o Banco Master. O valor do acordo era de R$ 129 milhões. Cita, ainda, as decisões de Toffoli de avocar para o STF investigações que envolvem o Banco Master, de decretar sigilo sobre o caso e sua viagem em jato particular, acompanhado de um advogado ligado a executivos da instituição financeira.

Além disso, o autor do pedido menciona uma reportagem do portal Metrópoles, de setembro do ano passado, que noticiou a compra de uma mansão pelo casal Moraes, em Brasília, por R$ 12 milhões.

Segundo o requerente, tais fatos constituem um “conflito de interesses grave e manifesto”. Também representam “violação ao dever de decoro e moralidade” e “enriquecimento ilícito através de familiar”.

Contudo, a expectativa nos bastidores de Brasília é que qualquer pedido dessa natureza não prospere enquanto Davi Alcolumbre (União-AP) permanecer na presidência do Senado. Isso porque o senador afirmou não pretender abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, mesmo diante do apoio de 80 senadores.

O caso Master antes do Senado

Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O órgão monetário brasileiro identificou crise de liquidez, incapacidade de cumprir obrigações financeiras e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.

A medida encerrou as atividades da instituição e nomeou um liquidante para vender ativos e pagar credores, em meio a uma investigação policial por supostas fraudes, emissão de títulos fictícios e crimes financeiros. A liquidação também suspendeu negociações de venda que estavam em andamento e levou à prisão do principal controlador do banco.