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Rebelo critica o uso da suposta ‘minuta’ como evidência contra Bolsonaro

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O Democracia Cristã oficializou, neste sábado, 31, a candidatura do ex-ministro à Presidência da República

O ex-ministro Aldo Rebelo rejeitou a interpretação de que houve uma tentativa de golpe de Estado por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso atualmente. Rebelo criticou o uso da suposta “minuta do golpe” como evidência no processo.

A chamada “minuta” trata-se de um papel sem assinatura encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. 

Em 10 de janeiro de 2023, durante uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na casa de Torres, os agentes localizaram um papel que tratava sobre Estado de Defesa.

O documento continha espaço para a assinatura do então presidente da República, Jair Bolsonaro, mas não estava assinado.

Segundo juristas, tecnicamente o material não poderia sequer ser classificado como “documento”.

“A ‘minuta’ estava baseada na Constituição”, afirmou Rebelo em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira 30. “Eu era ministro da Defesa. Se a presidente Dilma (Rousseff) tivesse me pedido uma minuta daquela, eu teria feito.”

Rebelo falou sobre sua candidatura à Presidência

O Democracia Cristã oficializou, neste sábado, 31, a candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência, buscando espaço entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Aos 69 anos, Rebelo, com histórico no PCdoB e passagens por governos petistas, tem se aproximado de bolsonaristas sem declarar apoio definitivo a nenhum dos dois polos em um eventual segundo turno.

Sem representação parlamentar e com poucos recursos, o Democracia Cristã convidou Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, para compor a chapa como vice.

Rebelo declarou que sua plataforma se resume aos “quatro Rs”: retomada do desenvolvimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução das agendas de segurança pública e nacional.

Para Rebelo, a política econômica do governo Lula se limita a aumentar despesas em ano eleitoral e elevar impostos para compensar gastos.

Ele defende debates políticos com respeito e tolerância para reverter o clima de ódio presente nas redes sociais.

Rebelo também ressaltou que as Forças Armadas não atendem suficientemente às demandas do país.

Meio ambiente

Ao tratar de meio ambiente, Rebelo criticou a paralisia da agropecuária e da mineração causada por entraves ambientais, explicando que o Brasil tem potencial travado por uma cultura de veto.

Na questão amazônica, ele defende medidas para promover ocupação demográfica e econômica responsável, respeitando indígenas, e propõe autoridade única para o licenciamento ambiental, além de investimentos em infraestrutura.

Para ele, Lula permitiu o congelamento do poder econômico ao aceitar vetos do Ibama à exploração de petróleo, prejudicando regiões dependentes de programas sociais.

Rebelo condenou ação nos EUA na Venezuela

Por fim, Rebelo condenou a operação dos Estados Unidos que resultou na captura do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Segundo o ex-ministro, a presença do narcotráfico nos rios da Amazônia se agravou depois dos bloqueios à atividade econômica, tornando o tráfico um meio de sobrevivência para jovens da região.