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’Quem mentiu foi o próprio prefeito David Almeida’, dispara Rodrigo Guedes sobre radares

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Com a repercussão, outros vereadores também reprovaram a postura do prefeito

O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) criticou as declarações do prefeito David Almeida (Avante), que considerou como “fake news” a contratação de radares mexicanos pela Prefeitura de Manaus, pelo valor de R$ 40 milhões. O vereador relembrou que a informação foi divulgada pelo próprio prefeito, que classificou como “criminosos” aqueles que disseram que ele tinha comprado o equipamento.

“O prefeito vai ter que processar a si mesmo, porque foi ele quem anunciou que a Prefeitura de Manaus iria contratar a empresa mexicana para implantar os radares. Ele precisa ter responsabilidade com o que fala. O problema é que o prefeito acha que ninguém vai lembrar das coisas, ninguém vai cobrar promessas feitas por ele, mas a população lembra e vai continuar cobrando”, disse.

Em 20 de março, o prefeito anunciou em coletiva de imprensa a ampliação das ações para minimizar os impactos das chuvas na cidade, como a aquisição de um radar meteorológico de última geração e nove estações meteorológicas, que permitirão prever tempestades com mais precisão e antecedência. Segundo a prefeitura, o novo radar seria instalado em parceria com uma empresa mexicana. 

Agora, após vários casos de alagamento em Manaus e a ausência de avisos da Defesa Civil do município para previsão de chuvas fortes, o prefeito justificou que a prefeitura nunca tinha feito a aquisição do radar e afirmou que vai processar as pessoas que espalharam as “fake news”.

Com a repercussão, outros vereadores também reprovaram a postura do prefeito, e afirmaram que ele não sabe ser contrariado e tem comportamento autoritário. A liderança de David na Câmara afirmou que o anúncio da compra do radar “nunca existiu”.

O debate foi levantado após a prefeitura não informar com antecedência a população sobre a forte chuva que atingiu a capital no último domingo (05), causando prejuízos com desabamento de terra, queda de árvores e inundação de igarapés.

Segundo David Almeida, o radar meteorológico iria prever chuvas com até três horas antecedência, porém, a compra não foi realizada e nenhum edital foi apresentado.