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Quem é Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS indicado por Lula, preso nesta quinta-feira, 13

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Servidor público comandou o órgão entre 2023 e 2025, em meio a investigações sobre fraudes, e foi preso nesta quinta-feira, 13

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira, 13, em operação da Polícia Federal (PF) contra o esquema que fraudou milhares de aposentadorias, pensões e benefícios. À frente do órgão desde 2023, ele sofreu exoneração em 2025, depois que os casos vieram à tona.

Além dele, a PF cumpriu outros nove mandados de prisão preventiva ou de medidas cautelares e 63 mandados de busca e apreensão em 14 Estados e no Distrito Federal.

Em outubro de 2025, Stefanutto prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ele defendeu sua atuação no comando do instituto e afirmou ter tomado “muitas providências”, embora talvez não as que a “Controladoria-Geral da União queria”.

Em nota, os advogados de Stefanutto afirmaram que não tiveram acesso à decisão judicial que determinou a prisão do ex-presidente. “Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, diz o texto.

Carreira de Alessandro Stefanutto

Stefanutto é procurador federal e servidor de carreira. Ele assumiu a presidência do INSS depois de atuar como procurador-geral do órgão entre 2011 e 2017.

Durante sua gestão, o INSS enfrentou um aumento nas filas de requerimentos, que passaram de 1,7 milhão para mais de 2 milhões até o fim de 2024. Os números são do Boletim Estatístico da Previdência Social.

Ele tem graduação em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduação em gestão de projetos e especialista em mediação e arbitragem. Também é mestre em gestão e sistemas de seguridade social pela Universidade de Alcalá, em Madrid (Espanha).

Antes de chegar à presidência do INSS, ele trabalhou no Tribunal de Justiça de São Paulo. Também atuou na Receita Federal e na Consultoria Jurídica do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em 2021, publicou o livro “Direitos Humanos das Mulheres e o Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos”.