Por: Redação MVE
Uma liderança política que participou de uma articulação durante a passagem do prefeito de Manaus, David Almeida, pelo município de Itacoatiara, afirma ter enfrentado uma situação que, segundo ele, gerou desgaste e descontentamento entre pessoas que foram mobilizadas para trabalhar no projeto.
De acordo com o relato, durante a agenda política teria sido estruturada uma base de apoio, com a promessa de que lideranças envolvidas receberiam pagamentos mensais durante três meses. Os valores combinados, segundo a denúncia, seriam de R$ 2 mil, R$ 1,5 mil e R$ 1 mil, conforme a participação de cada liderança.
Apenas o primeiro pagamento teria sido realizado
O responsável pelo relato afirma que reuniu 10 lideranças, que teriam aceitado participar da iniciativa confiando no compromisso apresentado durante a articulação.
Segundo a denúncia, o primeiro mês teria sido pago normalmente. O problema teria começado a partir da segunda parcela, que, assim como a terceira, não teria sido quitada.
A liderança afirma possuir comprovantes referentes ao primeiro pagamento e diz que, posteriormente, o responsável pelo contato e acompanhamento dos pagamentos, identificado como Gabriel, teria deixado de responder às mensagens e ligações.
“Palavra dada tem que ser cumprida. E quando não é, alguém precisa falar.”
Ainda segundo o relato, a falta de comunicação teria provocado uma situação de desgaste para quem ficou responsável por reunir e mobilizar as lideranças.
“Quem ficou com a responsabilidade fui eu”
A pessoa que apresenta a denúncia afirma que passou a receber diretamente as cobranças daqueles que haviam aderido ao projeto.
“Quem ficou com a responsabilidade diante dessas pessoas fui eu. Quem teve que ouvir as cobranças fui eu. Quem teve que explicar uma promessa que não foi cumprida fui eu”, declarou.
O episódio, segundo a liderança, teria provocado o afastamento de algumas das pessoas que inicialmente participavam do projeto.
Para o denunciante, entretanto, o problema não estaria apenas relacionado aos valores que deixaram de ser pagos, mas principalmente à quebra de confiança entre as pessoas envolvidas na articulação política.
Lideranças estariam deixando o projeto
Segundo o relato, parte das lideranças mobilizadas estaria deixando o projeto após o episódio.
A avaliação apresentada é de que a falta de pagamento e, principalmente, a ausência de uma explicação teriam causado frustração entre aqueles que aceitaram participar da iniciativa.
“Hoje, muitas dessas lideranças estão deixando o projeto, não apenas pelo dinheiro, mas porque ninguém gosta de ser desrespeitado. Política se faz com confiança, e confiança começa pela palavra”, afirmou.
Cobrança por esclarecimentos
A liderança também cobra uma explicação dos responsáveis pela articulação e afirma que, caso existisse algum problema que impedisse o cumprimento do acordo, seria necessário comunicar as pessoas envolvidas.
“Se houve um compromisso, ele deveria ter sido cumprido. Se houve algum problema, o mínimo esperado era uma satisfação. O silêncio só aumenta a indignação de quem acreditou e trabalhou de boa-fé”, declarou.
O episódio expõe, segundo o denunciante, um questionamento sobre a necessidade de transparência e responsabilidade nas articulações políticas, especialmente quando compromissos são assumidos diretamente com lideranças que mobilizam outras pessoas.
“Palavra vale mais do que discurso. E quem quer liderar precisa honrar os compromissos que assume”, concluiu.
O espaço permanece aberto para que os citados na denúncia apresentem sua versão, esclareçam os fatos e, caso entendam necessário, apresentem documentos ou informações sobre os pagamentos mencionados.











