O Carnaval deste ano tem um gostinho especial para Patrícia Souza Chaves, primeira musa trans a desfilar na Mangueira: desta vez, além de cruzar a Sapucaí no Grupo Especial, também é sua estreia na Série Ouro, como musa da Tradição.
“Eu estrei na Mangueira no Carnaval de 2019, que foi campeão e foi uma experiência incrível. Meu primeiro ano e a Mangueira ser campeã, não tem preço. Mas cada ano é um ano diferente, né? Para me preparar, passo o ano todo malhando, cuidando da alimentação, do corpo, para passar aqui assim, deslumbrante”, conta ela.
Primeira musa trans da Mangueira faz sua estreia na Tradição, mas critica preconceito no Carnaval: ‘Não é tão fácil como a gente acha’ — Foto: Roberto Teixeira/gshow
Apesar dos seis anos desde sua estreia na Avenida, Patrícia afirma que as escolas — assim como a sociedade — ainda têm um longo caminho a percorrer quando o assunto é o preconceito com pessoas trans.
“É muito delicado a gente falar disso, porque [as pessoas] aceitam e não aceitam, né? No Carnaval, você tem que ter conhecimento para conseguir entrar ali, entrar aqui, não é tão fácil como a gente acha que é. A verdade é que sempre tem alguma coisa que vai atrapalhar, principalmente pelo fato de ser trans, porque sempre acham que poderia ser uma outra, entende? Eles acabam botando outras prioridades”, desabafa.
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Primeira musa trans da Mangueira faz sua estreia na Tradição, mas critica preconceito no Carnaval: ‘Não é tão fácil como a gente acha’ — Foto: Roberto Teixeira/gshow
Apesar disso, ela se mantém firme em sua jornada. “Me considero uma guerreira. Estou aqui há seis anos na Mangueira, e esse ano estou estreando na Tradição. Estou muito feliz, a escola está muito bonita, e a energia de estar aqui é muito gostosa, muito maravilhosa”, celebra.
Para cruzar a Sapucaí, Patrícia investiu alto em suas duas fantasias. “Gastei um pouquinho. Na da Mangueira gastei R$ 20 mil e, nessa aqui, R$ 15 mil”, revela.
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Primeira musa trans da Mangueira estreia na Tradição, mas critica preconceito no Carnaval: ‘Não é tão fácil como a gente acha’ — Foto: Roberto Teixeira/gshow
Apesar de se sentir à vontade na própria pele, a musa, que tem próteses de silicone de 700 ml, admite que, assim como muitas pessoas, também já fez loucuras em busca da beleza — e se arrependeu.
“Eu, infelizmente, coloquei silicone no bumbum. Na época, era uma coisa que dava um ar mais feminino, e eu acabei colocando demais, aí me arrependo. Ficou um bumbum muito grande, um pouquinho artificial. Hoje em dia, eu não faria.”
Ela complementa: “Quando a gente é mais novinha, é mais deslumbrada, então quer peitão, quer bundão… Só que, hoje, menos é mais, né? Hoje em dia, queria ser magrinha, até o peitinho pequenininho, tudo pequenininho”.
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Primeira musa trans da Mangueira estreia na Tradição, mas critica preconceito no Carnaval: ‘Não é tão fácil como a gente acha’ — Foto: Roberto Teixeira/gshow











