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Presidente da CBF acertou conta milionária com pilotos antes de deixar cargo

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Pagamento foi uma das despesas vultuosas de Ednaldo Rodrigues, afastado pela Justiça

Antes de ser afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por decisão judicial, Ednaldo Rodrigues fez um pagamento de despesas milionárias que passaram a ser investigadas pela entidade.

Uma delas é um acordo feito com dois pilotos do jato da instituição, que transportavam o dirigente em suas viagens.

Eles tinham contrato formal com a CBF e moveram uma ação de R$ 1,4 milhão depois de terem sido demitidos sem justa causa.

A entidade se nega a fazer o acerto conforme as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Ednaldo Rodrigues
As despesas vultuosas de Ednaldo Rodrigues, quando estava à frente da CBF, serão investigados pela entidade | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Os pilotos foram orientados a fechar um acordo extrajudicial abaixo do valor devido, algo que os funcionários consideraram ser uma coação da CBF.

Gravação e ação contra a CBF

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, no processo foi anexada uma gravação de uma ligação telefônica em que um dos pilotos, Tiago Aguiar de Lemos, conversa com a então coordenadora de recursos humanos (RH) da CBF, Denise Monteiro.

No áudio, ela o orienta a procurar os advogados da entidade para realizar um acordo, porque a instituição não faria o acerto pelas vias tradicionais.

Lemos diz que não entendia por que a CBF estava tomando essa medida e pergunta para a então chefe do RH de quem tinha partido essa ordem.

Sergio Ferreira de Siqueira e Tiago Aguiar de Lemos ingressaram, juntos, com uma ação junto à 73ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

Siqueira era funcionário desde 2010, com salário bruto mensal de R$ 88 mil. Lemos estava na entidade desde 2018, com remuneração de R$ 61 mil.

Antes de ingressarem com a ação na Justiça, Siqueira procurou os advogados da CBF para conhecer a proposta. No seu caso, o valor a ser pago seria de R$ 642 mil —pouco mais da metade a qual ele teria direito.

Diante do impasse envolvendo o comando da CBF, os pilotos desistiram da ação e resolveram fechar o acordo extrajudicial. Os valores não foram revelados.

Destituído da presidência

Ednaldo Rodrigues foi destituído da presidência da CBF na quinta-feira 7. Ele tinha chegado ao comando da confederação depois do afastamento de seu antecessor, Rogério Caboclo, alvo de denúncias de assédio contra funcionárias.

Rodrigues presidia a CBF interinamente e firmou um Termo de ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF), o que abriu caminho para fosse eleito mais tarde e efetivado no cargo.

Porém, recentemente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou o TAC porque considerou que o MPF não tinha legitimidade para ajuizar o acordo. Ednaldo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o pedido foi negado.

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