O município de Apuí localizado no Sudeste do Amazonas, ganha um contrato milionário para oferecer durante três meses, os serviços e atendimento de médico ultrassonografista no valor de R$ 1.661.551,53 (um milhão, seiscentos e sessenta e um mil, quinhentos e cinquenta e um reais e cinquenta e três centavos).
O contrato número 001/2025 é o primeiro assinado pelo prefeito eleito de Apuí, Marquinhos Macil (MDB) no valor inicial de R$ 553.850,51 (quinhentos e cinquenta e três mil, oitocentos e cinquenta reais e cinquenta e um centavos) mensal com a empresa Nova Saúde Serviços Médicos inscrita no CNPJ sob o nº 01.642.565/0001-35 com sede em Manaus na avenida Tancredo Neves, bairro Parque 10, na zona Centro-Sul.
Um médico ultrassonografista é um profissional de saúde que usa ultrassonografia para diagnosticar e tratar pacientes. Ele precisa de conhecimentos de anatomia, terminologia médica e tecnologia de imagem.
Para se tornar um profissional especializado em exames de imagem por ultrassom, primeiro você precisa se formar em medicina e completar as horas exigidas pelo Conselho Federal de Medicina.
Resposta do prefeito
Nossa equipe conseguiu resposta do prefeito Marquinhos Macil, que informou o encerramento do contrato para o dia 17 de abril, além do atendimento citado no extrato do contrato 001/2025 de médico ultrassonografista, a contratação prevê prestação de serviços em outras áreas da saúde como ortopedia, ginecologia e cirurgias. O prefeito de Apuí ainda justifica que o termo de aditivo do dia 18 de março é para informar uma redução no valor mensal, pois a prefeitura não usufruiu do valor total de R$ 553 mil.
Solicitamos do prefeito o contrato completo para maior esclarecimento, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos o recebimento do documento. O portal da transparência da prefeitura de Apuí não possui nenhum contrato de 2025 para a pesquisa.
Condenado pela Justiça Federal
Marquinhos é ex-prefeito de Apuí, em 2023 a Justiça Federal foi condenou criminalmente por fraude em licitações, crimes de responsabilidade e falsidades ideológicas.
De acordo com a denúncia o ex-prefeito teria indicado a empresa A L de Almeida – ME, representada pelo empresário Ariel Lima de Almeida, para vencer o procedimento licitatório de fornecimento de material escolar custeado com verbas públicas federais (FUNDEB). A comissão de licitação, composta por funcionários indicados pelo próprio prefeito, teria dado aparência de legalidade ao procedimento.
Além disso, o ex-prefeito teria desviado verbas, efetuando transferência de valores sem qualquer contrato ou procedimento licitatório para conta da pessoa jurídica A L de Almeida ME, no valor de R$ 275.093,04.
A sentença destacou que o ex-prefeito utilizou o mais alto cargo do município para participar da fraude licitatória, prejudicando o sistema educacional de um município cujo IDH é de apenas 0,637, privando-o de recursos que seriam fundamentais para o bom funcionamento de suas escolas, prejudicando, assim, milhares de alunos em idade escolar, sobretudo crianças em processo de alfabetização.
Antônio Marcos Maciel Fernandes foi condenado a 10 anos e 1 mês de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa e perda do cargo público. A sentença também determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito e a inabilitação para o exercício de cargo ou função pública pelo prazo de 5 anos. O prefeito recorreu e respondeu em liberdade.