Menu

Polícia faz busca e apreensão nos escritórios do X, de Elon Musk, na França

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email

A polícia francesa realizou buscas nos escritórios da rede social X, de Elon Musk, nesta terça-feira (3), informou o Ministério Público de Paris. A operação está a cargo da unidade de crimes cibernéticos, com apoio da Europol.

Além disso, Musk e Linda Yaccarino, ex-CEO da empresa, foram intimados a comparecer a uma audiência marcada para 20 de abril, quando deverão prestar esclarecimentos. Funcionários do X também serão ouvidos como testemunhas.

Em julho, Musk negou as acusações iniciais e declarou que os promotores franceses haviam iniciado uma “investigação criminal com motivação política”.

A promotora de Paris, Laure Beccuau, alegou que a investigação, que inicialmente se voltava a suspeitas de abuso de algoritmos, foi ampliada para abranger “deepfakes sexualizados do Grok”.

“Nesta fase, a condução desta investigação faz parte de uma abordagem construtiva, com o objetivo final de garantir que a plataforma X esteja em conformidade com as leis francesas, na medida em que opera em território nacional”, afirmou a promotoria.

Segundo a Procuradoria, as intimações foram enviadas a Musk e Yaccarino em suas respectivas funções de “gestor de facto” e “gestora de direito” da rede social.

“O procedimento foi ampliado após novas denúncias sobre o funcionamento do Grok na plataforma X, que teriam levado à disseminação de conteúdo negacionista e deepfakes de natureza sexual”, detalhou a promotoria.

Como consequência do caso, a Procuradoria de Paris anunciou que deixará de utilizar o X como canal oficial de comunicação, optando por perfis no LinkedIn e no Instagram.

Na semana passada, a Comissão Europeia também abriu investigação sobre o chatbot de inteligência artificial Grok, desenvolvido pelo X, após críticas à sua capacidade de gerar imagens sexualmente explícitas.

O escrutínio cresceu no final do ano passado, quando se descobriu que o chatbot havia produzido imagens de pessoas nuas a pedido de usuários. Desde então, a rede social proibiu que qualquer usuário do Grok criasse imagens de pessoas em situações desse tipo.

(Foto: EBC)