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PODER SUPREMO: CNJ decide arquivar processo que pedia investigação sobre Toffoli e resort

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Nesta quarta-feira, 28, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu arquivar um pedido de apuração sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o vínculo dele com o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), após revelações da mídia.

A ação havia sido apresentada pelo deputado federal Sanderson (PL-RS) e fora autuada como Pedido de Providências.

Oeste apurou que um dos argumentos é que o CNJ não tem competência para investigar integrantes da Corte.

O fundamento está no artigo da Constituição que delimitou os tribunais e os ramos do Judiciário sujeitos ao controle do CNJ, sem incluir o STF.

Por essa razão, qualquer apuração que envolva ministros da Corte não pode ser conduzida no âmbito do Conselho, independentemente do conteúdo da representação.

Com base nessa sustentação, o pedido será arquivado sem análise do mérito. Ou seja, a Corregedoria não examinará os fatos narrados, tampouco se haveria, em tese, infração disciplinar. A decisão se restringiu à questão formal da competência.

O que pedia a representação contra Toffoli

Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: Carolina Antunes/PR
Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: Carolina Antunes/PR

O pedido não atribuía crime a Toffoli, mas sustentava que as denúncias a respeito dele poderiam indicar violação a deveres funcionais previstos na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, especialmente no que se refere à vedação de participação de juízes em sociedades comerciais e à necessidade de evitar situações de conflito de interesses.