O senador Plínio Valério (PSDB-AM) foi o único representante do Amazonas a se manifestar publicamente em defesa do senador Marcos do Val (Podemos-ES), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impor medidas cautelares contra o parlamentar, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Ao contrário dos colegas Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), que não costumam criticar ministros do STF, Plínio Valério assinou uma nota conjunta, publicada nesta segunda-feira (4), repudiando a decisão de Moraes. Segundo o documento, as medidas cautelares comprometem o exercício do mandato de um parlamentar eleito e afetam a autoridade do Senado como instituição democrática.
A nota é assinada por seis senadores:
Rogério Marinho (PL-RN) – líder da oposição no Senado;
Tereza Cristina (PP-MS) – líder do PP;
Plínio Valério (PSDB-AM) – líder do PSDB;
Carlos Portinho (PL-RJ) – líder do PL;
Mecias de Jesus (Republicanos-RR) – líder do Republicanos;
Eduardo Girão (Novo-CE) – líder do Novo.
As medidas contra Marcos do Val foram determinadas após ele viajar aos Estados Unidos, em julho, sem autorização do STF. Na manhã desta segunda-feira (4), ao retornar ao Brasil, ele foi alvo de uma ação da Polícia Federal e teve o passaporte diplomático apreendido. O senador também passou a usar tornozeleira eletrônica, instalada no Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF).
Apesar de ser um crítico recorrente do STF, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, Plínio Valério não participou da manifestação contra Moraes e o presidente Lula realizada neste domingo (3), na Ponta Negra, em Manaus.











