O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou na noite desta 4ª feira (19.fev.2025) de um jantar promovido pelo PL, 1 dia depois de ser denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O encontro marcou a abertura do 1º Seminário Nacional de Comunicação do partido, que será realizado de 5ª feira (20.fev) a 6ª feira (21.fev). O evento foi fechado à imprensa, e o local não foi divulgado.

Assista (6min2s):

Entre os presentes estavam o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e políticos alinhados à direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Tanto Valdemar quanto Bolsonaro foram indiciados pela PF (Polícia Federal) em novembro e estão proibidos de manter contato entre si e com outros investigados no caso.

A realização do jantar faz parte da estratégia do PL para ampliar sua presença nas redes sociais e fortalecer a comunicação interna do partido.

DENUNCIADOS PELA PGR

O ex-presidente e outras 33 pessoas foram acusadas por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 visando a impedir a posse de Lula (íntegras – PDF 6,1 MB e 6,4 MB). As penas podem chegar até 43 anos. A denúncia contra 34 pessoas foi encaminhada por Paulo Gonet ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Dentre elas, estão:

Eis as penas determinadas para cada crime pelo qual Bolsonaro responderá:

Próximos passos no STF:

INDICIAMENTO DA PF

A PF (Polícia Federal) indiciou Bolsonaro, o candidato a vice e ex-ministro da Defesa, general Braga Netto, o ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, e outras 34 pessoas em 21 de novembro de 2024. Em 11 de dezembro, a corporação adicionou mais 3 pessoas dentre os acusados, totalizando 40.

No documento, a PF afirma ter identificado o que seriam provas ao longo da investigação que mostram de forma “inequívoca” que Bolsonaro “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava concretizar o golpe de Estado e a abolição do Estado democrático de direito”.

Os indícios contra os envolvidos foram obtidos pela PF ao longo de quase 2 anos, por meio de quebras de sigilos telemático, telefônico, bancário e fiscal, além de colaborações premiadas, buscas e apreensões.

O objetivo do grupo envolvido, formado em suma por militares, seria impedir a posse do presidente eleito para recolocar Bolsonaro no poder. Contudo, segundo a corporação, haveria ainda um plano para matar o Lula, seu vice Geraldo Alckmin (PSB) e prender ou executar o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A operação Contragolpe da PF prendeu 4 militares ao ser expedida em 19 de novembro de 2024. As investigações levaram ainda à prisão do general Braga Netto, além de outros alvos das apurações.

*Com informações Poder360

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