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Pix parcelado: BC vai adiar lançamento da modalidade

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O Banco Central decidiu adiar a estreia do Pix parcelado, que estava prevista para setembro. A modalidade, que hoje já é disponibilizada por algumas instituições financeiras de forma independente, seguirá em análise até que o BC conclua a regulamentação necessária.

A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha junto a fontes ligadas ao tema. A autoridade monetária, até o momento, não se manifestou publicamente sobre a mudança. O comunicado oficial deve ocorrer na próxima semana, durante reunião do Fórum Pix.

Segundo os veículos, a definição das regras do novo serviço deve ficar pronta em outubro, enquanto os documentos que detalham a experiência do usuário e os procedimentos operacionais devem ser divulgados apenas em dezembro.

Após essa etapa, haverá um período de convivência entre o Pix tradicional e o parcelado. O cronograma original previa que essa fase de transição se encerraria em março de 2026, mas esse prazo ainda será reavaliado.

De acordo com as reportagens, a complexidade técnica do projeto foi maior do que o esperado, o que contribuiu para o atraso. Uma das preocupações levantadas está relacionada ao risco de endividamento dos consumidores, já que a facilidade de parcelamento pode induzir à contratação de crédito sem plena compreensão.

Especialistas alertam que a operação pode ser confundida com uma simples transferência fracionada, quando na realidade se trata de um empréstimo sujeito a cobrança de juros. Nesse cenário, recomendam que os usuários fiquem atentos às taxas cobradas, comparando-as com outras modalidades de crédito, como o parcelamento de compras no cartão.

Hoje, bancos e fintechs que oferecem o produto aplicam juros que variam entre 1,59% e 9,99% ao mês, dependendo do perfil do cliente. As condições, entretanto, mudam conforme a instituição e ainda existem dúvidas sobre os procedimentos em casos de inadimplência.

Outro fator que influenciou no adiamento foi a necessidade de redirecionar equipes do Banco Central para reforçar medidas de segurança no sistema financeiro, após recentes ataques cibernéticos que resultaram em desvios milionários.

No mês passado, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçou o potencial do novo recurso: “Isso vai permitir que as 60 milhões de pessoas que não têm cartão de crédito possam fazer pagamento de valores mais elevados de maneira parcelada com menor tarifa e de maneira mais competitiva”, afirmou durante um evento em São Paulo.

Segundo pesquisa realizada pelo Google em julho, 22% dos entrevistados já utilizaram o Pix parcelado. Entre os atrativos, os usuários destacam a flexibilidade do serviço, que não compromete o limite do cartão de crédito. Nesse modelo, a instituição que mantém a conta do cliente assume o financiamento, cobrando juros mensais pelo parcelamento.

(Foto: EBC; Fonte: Estado de MG)