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Paulo Soares, da ESPN, morre, aos 63 anos

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Conhecido como 'Amigão', jornalista fez história na apresentação do programa SportsCenter

O jornalista e apresentador Paulo Soares, conhecido pelo público como ‘Amigão’, morreu nesta segunda-feira, 29, em São Paulo. Ele completou 63 anos no último dia 13 de setembro. Ainda não há informações sobre a causa do seu falecimento.

O velório vai ocorrer na capital paulista, no Funeral Home, na Rua São Carlos do Pinhal, 376, entre 13h e 17h desta segunda-feira. A cerimônia será aberta a familiares, amigos e colegas de profissão.

Paulo Soares fez história no SportsCenter

Paulo Soares se tornou uma das figuras mais conhecidas da televisão esportiva brasileira ao comandar principalmente o SportsCenter, da ESPN. O programa estreou em 2000, durante a Olimpíada de Sydney, na Austrália. Desde então se consolidou como referência no jornalismo esportivo.

Na bancada, fez dupla histórica com o jornalista Antero Greco, que morreu em maio de 2023 em decorrência de um tumor cerebral. Juntos, criaram um estilo descontraído e bem-humorado, que conquistou o público e redefiniu sobretudo a forma de apresentar e comentar notícias esportivas no Brasil.

Nascido em Goiás, Paulo Soares formou-se em jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Antes de chegar à ESPN, trabalhou em veículos como TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo, e TV Manchete, onde atuou como repórter esportivo.

Na ESPN, consolidou a carreira e participou de coberturas internacionais, incluindo Copas do Mundo e Jogos Olímpicos. Recebeu prêmios de reconhecimento profissional, como o Troféu da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp), para destaques da imprensa esportiva.

“Amigão” ganhou notoriedade por seu jeito espontâneo e por bordões repetidos ao longo da carreira. Embora fosse majoritariamente querido pelo público, também se envolveu em polêmicas ocasionais nas redes sociais, em que comentários sobre times ou jogadores geraram debates acalorados entre torcedores.

Colega de emissora, o jornalista e narrador Fernando Nardini publicou uma mensagem comovente, na qual se refere a Soares como “o sorriso fácil, autêntico, espontâneo, das pessoas mais carinhosas e cuidadosas que se possa imaginar”.