Por: Redação MVE
MANAUS (AM) — Um dos projetos arquitetônicos mais simbólicos em execução na capital amazonense está prestes a entrar em uma de suas etapas mais marcantes. A Prefeitura de Manaus avança nas obras do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida e prepara o início da concretagem das grandes hastes, conhecidas como “asas”, concebidas para representar os rios Negro e Solimões.
As estruturas fazem parte do projeto idealizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e deverão se transformar em uma das principais marcas visuais do novo parque, construído diante do fenômeno natural que dá nome ao empreendimento: o encontro das águas escuras do Negro com as águas barrentas do Solimões.
Além das “asas”, diferentes frentes de serviço estão em andamento simultaneamente no canteiro de obras, envolvendo o restaurante, a Oca Niemeyer, jardins, pavimentação, iluminação, saneamento e intervenções estruturais.
Projeto de Niemeyer começa a ganhar forma
Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antonio Peixoto, o avanço permite que a população comece a visualizar de maneira mais clara a concepção arquitetônica criada por Niemeyer.
“Quando começarmos a concretagem dessas hastes, ou ‘asas’, o projeto de Niemeyer vai ganhar ainda mais presença e será possível perceber com mais clareza a relação da arquitetura com o fenômeno natural que existe diante dela”, afirmou.
Segundo Peixoto, o objetivo é reunir em um mesmo espaço arquitetura, paisagem, cultura e turismo, aproveitando uma das imagens naturais mais conhecidas do Amazonas.
Obras avançam em várias frentes

No restaurante, as equipes trabalham na impermeabilização da laje de cobertura e na execução de pisos e rodapés.
Na Oca Niemeyer, avançam instalações dos sistemas de climatização, acabamento de portas e janelas, revestimentos e serviços de alvenaria.
A área externa também começa a receber novas intervenções. Estão sendo implantados gramados nos jardins e taludes, calçadas de concreto armado e a infraestrutura necessária para instalação dos postes de iluminação.
Outra frente importante envolve a implantação do sistema de esgoto até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Também são realizados trabalhos de estabilização e proteção dos taludes, incluindo preparação para aplicação de concreto projetado.
Um parque diante do Encontro das Águas

O conceito arquitetônico aproveita justamente a localização privilegiada do empreendimento.
Niemeyer projetou a estrutura tendo como inspiração o encontro entre os rios Negro e Solimões, cujas águas percorrem quilômetros lado a lado antes de se misturarem.
A proposta prevê espaços destinados à contemplação da paisagem, além de memorial, salão de exposições, aquário com espécies da região, praça para manifestações culturais amazônicas e restaurante.
A Oca Niemeyer será outro destaque.
Inspirada nas formas das habitações indígenas e nas curvas características da arquitetura de Niemeyer, contará com dois salões de exposição e deverá funcionar como espaço multiuso para atividades artísticas, exposições e eventos culturais.
“O Parque Encontro das Águas não é apenas um equipamento construído diante de uma paisagem. O projeto foi pensado para dialogar com essa paisagem”, destacou Antonio Peixoto.
Mais de 17 mil metros quadrados

O Parque Encontro das Águas Rosa Almeida terá área de implantação superior a 17 mil metros quadrados, dentro de um complexo que ultrapassa 120 mil metros quadrados.
A construção também envolve soluções especiais de engenharia devido às características do terreno.
Entre os trabalhos já realizados estão 265 estacas de jet grouting, técnica utilizada para melhorar e estabilizar o solo, além de mais de 10,7 quilômetros lineares de injeções subterrâneas.
Com o avanço das estruturas principais e a preparação para concretagem das “asas”, o empreendimento entra agora em uma fase em que o desenho criado por Oscar Niemeyer deverá ficar cada vez mais visível.
Quando concluído, o parque pretende acrescentar a Manaus um novo espaço público dedicado ao turismo, cultura, lazer e contemplação, tendo como cenário um dos maiores cartões-postais naturais da Amazônia: o Encontro das Águas.











