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Pão com ovo e comida caseira: as primeiras horas de Bolsonaro na prisão

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O ex-presidente tentou demonstrar bom humor na carceragem da Polícia Federal em Brasília

Ao longo das primeiras horas em que ele esteve na cela improvisada na sede da Polícia Federal (PF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou demonstrar bom humor. As primeiras refeições foram as levadas por familiares, como a esposa, Michelle Bolsonaro.

No sábado, o ex-presidente não jantou. Estava sem fome, conforme pessoas próximas ao ex-presidente. O cardápio oferecido a ele foi arroz, feijão, salada e frango, segundo registrou o jornal O Globo.

O café da manhã de Bolsonaro no domingo pela manhã foi um pão com ovo e um café com leite, uma refeição padrão que a PF concede aos seus custodiados. O ex-presidente acordou às 6h e tomou café às 7h. Conforme apurou este site, Bolsonaro conversou com integrantes da PF sempre em tom de agradecimento. Não houve conflitos entre o ex-presidente e os policiais.

O almoço feito por Bolsonaro no primeiro dia foi comida caseira com baixo nível de gordura. Ela foi levada por Michele Bolsonaro.

A aparente tranquilidade é totalmente oposta à demonstrada no vídeo anexado ao processo no âmbito do qual foi decretada a prisão preventiva do ex-presidente. O vídeo mostra a tornozeleira eletrônica dele danificada e o político admitindo à diretora adjunta do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) do Distrito Federal, Rita Gaio, ter metido um ferro quente no dispositivo.

Bolsonaro utilizou um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira. O ex-presidente da República teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após violação do dispositivo. A prisão é cautelar e não marca o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de detenção à qual Bolsonaro foi condenado na ação penal do golpe de Estado.

No vídeo, ele ainda fala que usou o ferro de solda no dispositivo por “curiosidade”, que começou a fazer isso no final da tarde de sexta-feira, 21, e que não tentou puxar a pulseira do dispositivo. Depois, na audiência de custódia, alegou que tentou abrir a tornozeleira por um surto psicótico provocado por remédios antidepressivos.