COLUNA DO SAMPAIO: POR EDSON SAMPAIO
Imagine um universo onde a política se comporta como as histórias de super-heróis — cada decisão cria uma nova realidade, cada ambição abre portais para versões alternativas de poder. Pois bem, estamos vivendo o “Paradoxo Político no Multiverso Amazonense”, uma trama onde os protagonistas não vestem capas, mas carregam discursos afiados e o desejo de sentar na cadeira mais cobiçada do Palácio do Governo.
No centro dessa saga, quatro figuras se destacam como candidatos já colocados — ou quase — à sucessão estadual: David Almeida, Tadeu de Souza, Omar Aziz e Maria do Carmo. Em cada linha temporal, cada um deles já é governador. Só falta combinar com a realidade.
No universo do prefeito David Almeida, sua gestão na capital vira vitrine para alcançar o governo. Obras em alta velocidade, eventos populares e uma presença digital planejada desenham sua trajetória como o “prefeito que virou gestor de Estado”. Ele é a aposta do voto urbano, num Amazonas cada vez mais metropolitano.
No multiverso de Tadeu de Souza, atual vice-governador, reina a ideia de continuidade e estabilidade. Com perfil técnico e político mais discreto, Tadeu de Souza, representa o bastão passado pela administração atual. Em seu universo, o governo segue o curso com ajustes cirúrgicos e apoio do aparato oficial.
No universo de Omar Aziz, o velho leão da política amazonense ressurge com força. Senador, ex-governador e ex-presidente da CPI da Pandemia, Omar conhece as engrenagens por dentro. Ele promete um governo de articulação, com base no interior e no poder de mobilização dos bastidores. Seu multiverso é o da governabilidade experiente — e da resiliência.
Já a Professora Maria do Carmo, a outsider com raiz popular, aparece em seu próprio universo como o rosto da renovação com sensibilidade social e combativa, ela traz o discurso da justiça social e da reconstrução do vínculo com os invisíveis da política. É o multiverso da coragem feminina e da aproximação com as bases.
O paradoxo é claro: em cada universo, todos são governadores. Mas no mundo real, há apenas uma cadeira. A brincadeira do multiverso político é divertida, mas esbarra na regra mais séria da democracia: o povo é quem escolhe. E nesse enredo, o eleitor é o verdadeiro roteirista da história.
Com tantos candidatos, discursos e versões de futuro, cabe ao eleitor amazonense decidir qual realidade ele deseja viver a partir de 2026. No fim, o multiverso se colapsa — e só um universo restará em pé.











