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“Omar sente a pressão, Alberto, Maria e Cidade avançam, e Lula vira sobre Bolsonaro no AM”, aponta Direto ao Ponto Pesquisas

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A segunda rodada de levantamento realizada pela Direto ao Ponto Pesquisas em outubro de 2025 acendeu o sinal de alerta no tabuleiro político amazonense. Embora o senador Omar Aziz ainda lidere a disputa para o Governo do Estado, os números mostram que ele perdeu fôlego, enquanto nomes da oposição, como Maria do Carmo e Tadeu de Souza, cresceram discretamente, mas de forma consistente.

No cenário nacional, a pesquisa também revelou um movimento simbólico: a virada de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro no Amazonas — um estado onde o ex-presidente sempre teve desempenho expressivo.

No primeiro cenário para o Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD) aparece com 42% das intenções de voto, caindo três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado em abril. A professora Maria do Carmo (PL) surge em segundo lugar com 28%, crescendo dois pontos, e o vice-governador Tadeu de Souza (Avante) chega a 7%, também em alta.

• Omar Aziz (PSD): 42%
• Maria do Carmo (PL): 28%
• Tadeu de Souza (Avante): 7%
• Brancos e nulos: 12%
• Não souberam: 11%

Esse leve recuo de Omar indica que sua liderança, embora consolidada, não é imune ao avanço dos adversários, sobretudo de Maria do Carmo, que representa o campo conservador com forte presença nas redes e nos interiores.

Quando o nome de Roberto Cidade (União Brasil) é testado, Omar cai para 40%, enquanto Cidade aparece com 29%, e Tadeu mantém 7%.

Em um terceiro cenário, com Capitão Alberto Neto (PL), Omar registra 41%, e Alberto encosta com 33%, configurando um cenário mais competitivo.

• Cenário 2: Omar 40% x Roberto Cidade 29%
• Cenário 3: Omar 41% x Alberto Neto 33%

Esses números mostram que a entrada de nomes com maior recall eleitoral pode reduzir a vantagem do senador e intensificar a disputa pelo governo estadual em 2026.

Na corrida presidencial, Lula (PT) aparece com 40% das intenções de voto no primeiro cenário, contra 37% de Jair Bolsonaro (PL) — um empate técnico dentro da margem de erro.

No segundo cenário, Lula amplia a vantagem para 44%, contra 20% de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

• Lula (PT): 40% / 44%
• Bolsonaro (PL): 37%
• Tarcísio (Republicanos): 20% (no 2º cenário)
• Renan Santos (Missão): até 9%
• Outros: 5%
• Brancos e nulos: até 19%

Essa virada é politicamente relevante, já que o Amazonas foi um reduto bolsonarista nas últimas duas eleições presidenciais.

O levantamento também mapeou o perfil ideológico dos eleitores:

• 32% se identificam com a direita;
• 11% com a esquerda;
• 21% com o centro;
• 31% não se identificam com nenhuma corrente;
• 5% não souberam responder.

Ou seja, mesmo com a direita mantendo a dianteira, há um contingente significativo de eleitores que não se declaram alinhados a nenhuma ideologia, um espaço que pode ser decisivo no segundo turno de 2026.

A pesquisa ouviu 2.024 eleitores presencialmente entre os dias 1 e 8 de outubro de 2025 em Manaus e 16 municípios do interior: Autazes, Careiro, Coari, Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru, Manicoré, Maués, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, São Paulo de Olivença, Tefé, Novo Airão, Tabatinga e Humaitá. A margem de erro é de 2,25 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,5%.

A queda de Omar Aziz não significa perda de liderança, mas sinaliza vulnerabilidade diante de nomes competitivos como Maria do Carmo e Alberto Neto e até Roberto Cidade. Ao mesmo tempo, a virada de Lula sobre Bolsonaro no estado pode alterar estratégias nacionais e regionais, especialmente nas alianças partidárias.

O jogo político de 2026 começa a ganhar contornos reais, com lideranças testadas, crescimento de novas forças e um eleitorado menos ideologizado, mais volátil e potencialmente decisivo.