Omar coloca crise do SISREG no centro da campanha e promete força-tarefa para reduzir fila no Amazonas

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Em programa eleitoral dedicado à saúde, candidato resgata ações de sua passagem pelo governo e apresenta plano com novo hospital em Manaus, maternidades e sete hospitais regionais com UTI

Por Manuel Menezes

A saúde pública ganhou papel central no segundo programa eleitoral de Omar Aziz ao Governo do Amazonas. Na propaganda, o candidato concentrou o discurso na demora por consultas, exames e cirurgias e apresentou uma série de propostas para ampliar a estrutura hospitalar tanto em Manaus quanto no interior.

Um dos principais alvos foi a fila do Sistema Nacional de Regulação (SISREG). O programa afirma que mais de 150 mil amazonenses aguardam consulta, exame ou cirurgia e apresenta depoimentos de pacientes que relatam longa espera por atendimento.

“Eu sofri um acidente e preciso reconstruir meu osso, faz um ano e dois meses. Eu queria voltar a ser como era antes”, relata um dos pacientes exibidos na propaganda.

O programa também sustenta que a espera média na fila supera dois anos e afirma que mais de 47 municípios amazonenses não possuem sequer um leito de UTI.

Mutirão com hospitais e clínicas particulares

Diante desse cenário, Omar apresentou como uma das primeiras medidas de um eventual novo governo uma ação emergencial para enfrentar a demanda reprimida.

A proposta prevê parceria com hospitais, laboratórios e clínicas da rede particular. Segundo o candidato, a prioridade seria atender os casos mais urgentes, os procedimentos mais simples e também os pacientes que estão há mais tempo aguardando na fila.

Omar também usou o programa para comparar a situação atual com sua passagem pelo Governo do Amazonas.

A propaganda atribui à sua administração a construção ou reforma de mais de 20 hospitais na capital e no interior, além da implantação do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, UTIs, UPAs, Instituto da Mulher e ações de saúde itinerante.

O programa ainda cita vacinação contra o HPV, distribuição de equipamentos de ultrassom para o interior, 61 mamógrafos, 42 ambulâncias e outras 61 ambulâncias destinadas ao SAMU.

O candidato afirmou que essas ações foram realizadas com um orçamento que, segundo ele, era cinco vezes menor que o atual.

Novo hospital e sete unidades regionais

O plano apresentado vai além do enfrentamento imediato da fila.

Entre as propostas anunciadas estão a abertura de um novo hospital geral em Manaus, com 200 leitos, e a construção de três novas maternidades na capital.

Para o interior, Omar promete construir sete hospitais regionais equipados com UTI e atendimento de especialistas.

Outra proposta é a criação de uma Central de Imagens e Diagnósticos do Amazonas.

O programa também prevê recuperação da atual rede hospitalar, regularização do pagamento de médicos e demais trabalhadores da saúde e políticas de valorização desses profissionais.

Omar aposta em experiência administrativa

Na parte final, o candidato direcionou o discurso para a gestão dos recursos públicos.

Omar afirmou que pretende cortar desperdícios e corrigir falhas administrativas. Segundo ele, o Amazonas deixaria de receber R$ 400 milhões por ano do governo federal devido a erros no preenchimento de faturas e outros documentos.

“Com prioridades corretas e administração firme, a nossa saúde tem solução, sim”, afirmou.

Com o segundo programa, Omar coloca uma questão sensível para milhares de famílias no centro da disputa pelo Governo do Amazonas: não apenas quanto dinheiro existe para a saúde, mas a capacidade do Estado de transformar orçamento em consultas, exames, cirurgias, profissionais e leitos disponíveis para a população.