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“Olho para a destruição em Gaza e imagino o Brasil pós-Bolsonaro”, diz Lula

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Segundo petista, encontrou o Brasil "semidestruído"; ele ainda admitiu ter dificuldade para governar com minoria no Congresso

O presidente Lula (PT) disse em entrevista ao rapper Mano Brown, publicada nesta quinta-feira, 19, que se lembra do Brasil pós-governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quando observa a destruição na Faixa de Gaza, palco do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas desde outubro de 2023.

“Depois nós chegamos, há quatro anos, a ter um presidente que negava a democracia, como está negando agora na Hungria, como está negando nos Estados Unidos, como está negando na Argentina. E nós precisamos reconstruir isso. Ou seja, nós, quando chegamos aqui, pegamos um país semidestruído. Eu, de vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que nós encontramos, afirmou o petista.

“Aqui a gente não tinha mais Ministério do Trabalho, Ministério da Igualdade Racial, Ministério dos Direitos Humanos, Ministério da Cultura. Tinha sido uma destruição proposital. Ou seja, o presidente não gostava de nenhum ministério que pudesse ser uma alavanca de organização da sociedade, acrescentou.

Dificuldade para governar

Em outro momento da entrevista, Lula disse ter dificuldade para governar com o PT tendo apenas cerca de 70 deputados federais e nove senadores.

“É importante lembrar que eu fui eleito presidente da República e eu elegi 70 deputados do meu partido. O Congresso Nacional tem 513 deputados. É só analisar para saber que eu preciso fazer composições políticas para poder governar o país, senão eu não consigo governar o país. Eu preciso aprovar as coisas no Congresso. Eu tenho 70 deputados de 513 e nove senadores de 81. Então, você percebe que a dificuldade é imensa, falou o chefe do Executivo.

“O que fizemos? Fizemos uma composição política necessária para permitir que a gente começasse a governar este país”

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Regulação das redes

Lula voltou também a defender uma regulamentação das redes sociais no Brasil. “A regulamentação depende do Congresso Nacional e depende também da Suprema Corte. Eu acho que hoje está mais factível ser aprovada pela Suprema Corte uma decisão do que pelo Congresso. Porque muitas vezes as empresas têm mais pressão em cima dos deputados do que na Suprema Corte. Então, eu acho que se a gente não regular o comportamento das redes sociais, sobretudo depois da inteligência artificial, estamos totalmente vulneráveis, falou o petista.