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Navios de guerra dos EUA se aproximam da costa da Venezuela

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Milhares de soldados norte-americanos se posicionam na região; Maduro convoca milicianos e fala em ‘campanha terrorista’

A tensão militar entre Estados Unidos e Venezuela ganhou novo capítulo nesta semana. Navios de guerra norte-americanos avançaram para o sul do Caribe, numa operação com potencial para inflamar ainda mais os ânimos na América Latina.

Segundo informações repassadas por fontes do governo dos EUA à agência Reuters, a presença militar inclui sete embarcações de guerra e um submarino com propulsão nuclear.

As tropas transportadas somam 4,5 mil militares, sendo 2,2 mil fuzileiros navais. Entre os navios identificados estão o USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale. A movimentação, de acordo com o Pentágono, busca intensificar o combate ao narcotráfico internacional.

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, protestou contra a iniciativa militar. Em conversa com o secretário-geral António Guterres, classificou a operação como uma “campanha terrorista” disfarçada de ação antidrogas.

“É uma operação massiva de propaganda para justificar o que os especialistas chamam de ação cinética — ou seja, intervenção militar em um país que é soberano e independente e não representa ameaça a ninguém”, disse Moncada.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, não comentou eventuais planos de ataque. Interpelada se a operação visava diretamente a ditadura de Nicolás Maduro, ela limitou-se a reiterar o posicionamento do presidente Donald Trump.

“Trump está preparado para usar todos os elementos da força norte-americana para impedir que as drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à Justiça”, afirmou Leavitt. “E, como já disse aqui deste púlpito, o regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela.”

Maduro reage e convoca Força Camponesa da Venezuela

A escalada ocorre no mesmo momento em que os EUA dobraram a recompensa por informações que levem à captura de Maduro. O valor agora é de US$ 50 milhões. Washington acusa o ditador de liderar o Cartel de los Soles.

Em resposta, o líder chavista anunciou a movimentação de 4,5 milhões de milicianos. Em pronunciamento, destacou a mobilização de “fuzis e mísseis” da Força Camponesa “para defender a soberania da pátria”.

Apesar da retórica inflamada de Caracas, países como Argentina, Paraguai, Equador, Guiana e Trinidad e Tobago manifestaram apoio à designação do cartel como entidade terrorista.