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Musk oferece advogados para defender brasileira investigada por Moraes

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A brasileira naturalizada americana Flávia Magalhães revelou que está recebendo apoio direto de Elon Musk em sua defesa nas investigações conduzidas por autoridades brasileiras.

Em entrevista ao programa Alive, apresentado pelo jornalista Cláudio Dantas no YouTube, nesta segunda-feira (13), ela afirmou que o empresário “está disponibilizando uma banca de advogados pra me defender, e o doutor Paulo vai se encontrar com eles”.

Segundo Flávia, os representantes legais de Musk já entraram em contato e encaminharam documentação oficial ao governo dos Estados Unidos.

“O governo americano já tem em mãos tudo o que o doutor Paulo recebeu, inclusive um documento assinado por Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e vários delegados no Brasil e aqui”, afirmou.

A ativista contou ainda que a Embaixada dos EUA em Brasília foi notificada sobre o processo, mas não a comunicou formalmente. “A embaixada tinha obrigação de me notificar. Eles não me notificaram, não me protegeram”, criticou.

Flávia relatou também ter visitado a sede do X (antigo Twitter), em Austin, onde discutiu o caso com representantes da empresa.

“Nós conversamos e concordamos com tudo. Quando voltei pra Miami, encontrei no voo o advogado do Trump, Martin De Luca. Ele disse que sabia quem eu era e que estava no processo do Trump. Depois disso, os advogados do Elon Musk entraram juntos pra me defender, sem custo nenhum”, contou.

Apesar do apoio jurídico, ela afirma estar arcando pessoalmente com as demais despesas. “Eu perdi meu trabalho por causa disso. Tudo o que eu faço é do meu bolso. Eu tinha uma agenda em Washington, e eles disseram que vão me acompanhar em todos os lugares onde eu for falar do meu caso”, declarou.

Flávia relatou ainda ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal durante uma manifestação em Fort Lauderdale, em fevereiro de 2024. De acordo com seu relato, agentes brasileiros teriam monitorado sua presença no evento. “Ela me mostrou a pessoa. Não lembro da cara, mas estava de marrom. Ele ficava rondando a barraca”, descreveu.

Documentos citados pela reportagem indicam que, em 3 de janeiro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes determinou sua prisão, acionando o delegado Marcelo Ivo, oficial de ligação da PF em Miami. O despacho foi assinado por Fábio Mertens, da Coordenação-Geral de Cooperação Policial Internacional.

A investigação, aberta de ofício por Moraes, baseia-se em uma postagem feita por Flávia na qual ela acusava o ministro de visitar presos sem apresentar provas. Além da ordem de prisão, o processo resultou em bloqueio de passaporte, congelamento de contas digitais e a classificação de “evadida”.

O advogado Jeffrey Chiquini avalia que o caso pode gerar tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. “Imagina o problema que o Brasil teria se tocasse em uma cidadã americana. É muito grave o que estamos vivendo”, alertou.

(Foto: reprodução; Fonte: Cláudio Dantas)