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MST começa a promover o ‘Abril Vermelho’, com invasões em Minas Gerais e Pernambuco

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Grupo invasor de propriedades rurais é aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deu início, neste sábado, 5, à edição 2025 do que chama de “Abril Vermelho”. Trata-se do período em que o grupo promove séries de invasões de terras pelo país.

Neste ano, o “Abril Vermelho” começou por dois Estados. Há ações do movimento em Minas Gerais e em Pernambuco.

No Estado do Sudeste, a invasão se dá no município de Frei Inocêncio, na região do Vale do Rio Doce. De acordo com o grupo, há cerca de 600 famílias em terreno às margens da Rodovia BR-116.Play Video

Ao confirmar a invasão, o grupo aproveitou para dar tom político-partidário. Acusou o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), de incitar o ódio contra militantes do movimento invasor.

“Qualquer ação violenta contra as famílias pobres que lutam pela terra é de responsabilidade do governador Romeu Zema, que incita o ódio e a violência no campo com falas inflamadas e irresponsáveis, criminalizando nossas famílias”, afirma a direção mineira do MST, em seu site oficial. “Não podemos esquecer que Minas Gerais carrega marcas profundas da violência no campo.”

invasão do mst em frei inocencio - abril vermelho
Registro de invasão de terra em Frei Inocêncio (MG) — 5/4/2025 | Foto: Divulgação/MST

Abril Vermelho invade usina em Pernambuco

De acordo com o próprio MST, a primeira ação do “Abril Vermelho” deste ano em Pernambuco é maior que a de Minas Gerais. Conforme o grupo, 800 famílias invadiram, também neste sábado, o terreno de propriedade da Usina Santa Teresa, no município de Goiana.

Em solo pernambucano, o movimento cobra que as terras em questão lhe sejam entregues pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. A pasta, a saber, tem o petista Paulo Teixeira no comando.

“A usina faz parte de um grupo de latifúndios que vem acumulando, nos últimos anos, uma série de irregularidades diante dos deveres e obrigações que a lei de reforma agrária prevê”, acusa o grupo invasor, sem apresentar evidências. “E apostou em diversos empreendimentos fracassados, que devastou o meio ambiente, com uma agricultura baseada no monocultivo de cana-de-açúcar.”

Aliança com o governo Lula

Além de invadir terras, o MST age como um movimento político. Nesse sentido apoia — e conta com apoio — do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Militante do grupo, Ayala Ferreira integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão da Presidência da República.

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