O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou que sua mulher, Viviane Barci, “tenha atuado na operação de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB)”.
Em nota enviada à imprensa, nesta quarta-feira, 24, o magistrado afirmou que realizou duas reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O objetivo, segundo o ministro, foi tratar dos efeitos da aplicação das sanções com base na Lei Magnitsky impostas pelo governo dos Estados Unidos.
As reuniões de Moraes com Galípolo
Moraes disse que encontrou-se com Galípolo pela primeira vez em 30 de julho. A segunda, segundo o ministro, foi em 22 de setembro, depois de a sanção ser aplicada contra sua mulher.
“Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do Master pelo BRB”, declarou o magistrado.
Além disso, Moraes afirmou que “jamais esteve no Banco Central” e que “não houve ligações telefônicas entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto”.
Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta terça-feira, 23, afirma que Moraes chegou a telefonar seis vezes em um único dia para Galípolo. Segundo a publicação, o objetivo das ligações era saber sobre o andamento da compra do Banco Master pelo BRB.
O magistrado teria exercido pressão no Banco Central
Os contatos teriam ocorrido em meio à análise do negócio que visava a salvar a instituição de Daniel Vorcaro, liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro sob suspeita de fraudes estimadas em mais de R$ 12 bilhões.
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Ainda segundo o Estadão, os episódios evidenciam a pressão exercida por Moraes no Banco Central enquanto a autarquia debatia internamente se aprovaria ou não a transação. Conforme o jornal, o ministro teria repetido durante as conversas argumentos semelhantes aos de Daniel Vorcaro, que bancos maiores receavam a competição representada pelo Master.











