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Moraes manda prender Léo Índio, primo dos filhos mais velhos de Bolsonaro, após suposta fuga

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Nesta quarta-feira (2), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandou a Polícia Federal (PF) prender Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, após suposta fuga para a Argentina.

Léo Índio teria deixado o Brasil após se tornar réu no STF por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. No dia dos atos, Léo Índio publicou imagens em uma rede social, aparecendo sobre o Congresso Nacional e próximo ao STF.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), “há provas suficientes” de que ele teria participado da execução dos atos de vandalismo. Léo Índio é primo, por parte de mãe, dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No dia 26 de março, em entrevista à rádio Massa FM, de Cascavel (PR), Léo Índio disse que estava na Argentina há 22 dias, com uma permissão que precisa ser renovada a cada três meses.

Um dia depois, Moraes cobrou uma explicação da defesa de Léo Índio e deu prazo de 48 horas para manifestação.

Ordem de prisão

A determinação de Moraes, desta quarta-feira, pela prisão de Léo Índio se deu após manifestação da PGR, que considerou a ida do acusado para a Argentina como descumprimento de medida cautelar.

“Efetivamente, verifica-se que o réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa, uma vez que o acusado tendo plena ciência do cancelamento de seu passaporte, deliberadamente fugiu do Brasil, tendo ingressado na Argentina com o documento de identidade, em razão da desnecessidade de apresentação obrigatória de passaporte em países do Mercosul”, disse Moraes em um trecho da decisão.

“O intuito do réu Leonardo Rodrigues de Jesus de fugir do distrito de culpa é corroborado pelo documento de permanência provisória juntado pela Defesa do acusado, no qual demonstra a obtenção de autorização para permanecer na Argentina até junho de 2025”, continuou o ministro.

Com a decisão, Léo Índio poderá ser preso de imediato se voltar ao Brasil voluntariamente ou poderá ser detido na Argentina e depois extraditado para o Brasil, no caso de o país vizinho aceitar um eventual pedido de extradição do governo brasileiro.

PT comemora ordem de prisão

Pelas redes sociais, o Partido dos Trabalhadores (PT) – sigla do presidente Lula – comemorou a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

“Primeiro integrante da família Bolsonaro com prisão decretada […] Mais um capítulo no enfrentamento aos atos antidemocráticos que atacaram as sedes dos Três Poderes em Brasília”, disse o partido em publicação no X.