A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, divulgou na quinta-feira (30) uma nota em apoio à megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, contra o tráfico de drogas.
A ação contou com 2.500 agentes de segurança e teve como meta desmantelar a estrutura do Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do estado.
No texto intitulado “As mães e a (in)segurança pública”, o núcleo feminino do partido faz duras críticas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citando-o oito vezes e o incluindo em um grupo batizado de “Trio da Destruição”, ao lado de Nicolás Maduro (Venezuela) e Gustavo Petro (Colômbia).
“Os traficantes brasileiros há muito deixaram de ser meros vendedores de drogas. Eles se transformaram em narcoterroristas – uma realidade que não pode mais ser ignorada”, diz o manifesto.
“Na América do Sul, uma tríade de governantes – Maduro, Petro e Lula, o chamado Trio da Destruição – parece atuar incansavelmente para favorecer os traficantes, inclusive recusando-se a classificá-los como narcoterroristas.”
O documento também afirma que “Lula e seus aliados parecem defender os traficantes por causa de suas palavras e ações”, criticando a ausência de apoio da Polícia Federal à operação no Rio e relembrando declarações recentes do presidente.
“A Polícia Federal, sempre ágil para prender idosas e mulheres manifestantes do 8 de janeiro, recusou-se a combater traficantes em apoio às polícias civil e militar do Rio. Na Indonésia – onde o tráfico é punido com pena de morte – Lula declarou que os traficantes são vítimas dos usuários”, afirma o texto.
A fala citada foi feita por Lula em 24 de outubro, durante entrevista a jornalistas em Jacarta (Indonésia), quando o presidente comentou ações dos Estados Unidos no Caribe. Posteriormente, ele disse que a declaração havia sido mal interpretada.
Encerrando a nota, o PL Mulher afirma que “os narcoterroristas mortos não eram vítimas, mas algozes”, e critica a cobertura da imprensa:
“[Os narcoterroristas mortos] colheram o que plantaram: violência, destruição e morte. Enfrentaram a polícia com bombas, drones e armamento pesado, mas foram derrotados porque o bem sempre prevalecerá, por mais que a imprensa – paga pelo governo com dinheiro do povo – tente vender a narrativa de que os narcotraficantes foram as vítimas. (…) Ao tratar narcotraficantes como vítimas, Lula torna-se cúmplice da dor e da destruição que o tráfico espalha”, conclui o texto.











