Mesmo reeleito, Lula tem 46% de reprovação contra 39% de aprovação, aponta Lulômetro

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Apesar da vitória nas urnas, governo do petista segue impopular e o desafiante quarto mandato começará sem crédito da população

Por: Redação MVE

Mesmo após conquistar a reeleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva continua enfrentando índices de reprovação superiores aos de aprovação. É o que revela o Lulômetro, levantamento diário realizado pela RealTime Big Data em parceria com o portal O Antagonista, divulgado nesta sexta-feira (30).

Segundo os dados, 46% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 39% consideram a administração boa ou ótima. Outros 14% classificam a gestão como regular.

Reprovação supera aprovação em sete pontos

Avaliação do Governo Lula
Avaliação Percentual
Reprovação (ruim ou péssimo) 46%
Aprovação (bom ou ótimo) 39%
Regular 14%

Fonte: Lulômetro / O Antagonista — 30/10/2026. Percentuais arredondados.

Embora a avaliação negativa continue predominando, o levantamento mostra uma recuperação na popularidade presidencial.

Em comparação com a medição de 22 de outubro, a aprovação subiu quatro pontos percentuais, enquanto a reprovação recuou dois pontos.

Os números indicam uma melhora na percepção sobre o governo, mas ainda insuficiente para inverter a diferença entre avaliações positivas e negativas.

Reeleição não elimina desgaste político

A vitória de Lula no segundo turno não significa, necessariamente, aprovação de sua administração por todos os eleitores que votaram nele.

O resultado eleitoral expressa a escolha entre os candidatos, enquanto as pesquisas de avaliação medem a percepção sobre o desempenho do governo.

Para o jornalista Rodolfo Borges, autor da análise publicada pelo O Antagonista, os índices representam um desafio político para o início do quarto mandato presidencial.

Contas públicas entram no debate

Além da popularidade, o próximo governo enfrentará discussões sobre o equilíbrio fiscal, a dívida pública e a manutenção dos programas sociais.

O ministro José Guimarães afirmou que o governo não está discutindo o envio de um novo pacote fiscal ao Congresso.

Já o ministro Guilherme Boulos defendeu a manutenção dos investimentos sociais e criticou propostas de ajuste baseadas na redução dessas despesas.

As posições demonstram que a política econômica continuará no centro das discussões sobre o novo mandato.

Desafio será ampliar a aprovação

O levantamento revela que Lula encerra outubro com melhora nos índices de popularidade, embora a avaliação negativa permaneça superior à positiva.

Com a posse prevista para janeiro de 2027, a evolução da economia, dos serviços públicos e das políticas sociais poderá influenciar a percepção da população sobre o desempenho do presidente nos próximos anos.