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Menos de 24h após, governo da Venezuela culpa judeus por ação dos EUA

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Não demorou 24 horas para que os judeus passassem a ser culpados pela operação dos Estados Unidos na Venezuela. Em discurso transmitido pela TV, a vice-presidente Delcy Rodríguez disse em discurso que a ação tinha “tintas sionistas”.

O termo “sionismo” e a acusação aos “sionistas” passaram a ser usados de forma recorrente nos últimos dois anos para acusar Israel ou os judeus – ou ambos.

Embora o sionismo seja a ideologia que, no final do século 19, estabeleceu que a criação de um Estado para o povo judeu era a resposta contra o antissemitismo, o termo foi deliberadamente distorcido por aqueles que não são sionistas, mas que, ao contrário, defendem abertamente que Israel não deveria existir.

A acusação de Delcy Rodríguez é vazia, sem provas, mas funciona como uma espécie de “apito de cachorro”, uma mensagem que rapidamente é entendida pelos antissemitas. A ideia de acusar os judeus de forma coletiva por golpes, artimanhas, movimentos “nas sombras” é um clássico do antissemitismo e que foi resgatado e “envernizado” nos últimos dois anos.

Até então, o termo “regime sionista” era usado apenas pelo Irã para se referir a Israel de modo a reforçar a posição de Teerã de que Israel não deve existir. Importante deixar claro: o Irã não apenas defende a criação de um Estado palestino, mas abertamente tem como pilar de identidade que esse Estado deve ser criado em substituição a Israel, não ao lado do país.

Nos últimos dois anos, a visão iraniana passou a ser replicada e difundida pelos movimentos pró-palestinos abertamente. E agora, a vice-presidente da Venezuela manda esta mensagem aos movimentos globais. Assim, o governo da Venezuela também justifica o próprio fracasso na defesa da soberania do território ao usar a velha chave de sempre: a culpa é dos judeus.

O antissemitismo passou a ser parte da gramática corrente dos ditos defensores da “resistência”. Foi, portanto, alçado a slogan legítimo, tal como a vice-presidente da Venezuela fez questão de reafirmar menos de 24 horas após a ação norte-americana.

Fonte: Israel de Fato