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Megaoperação no Rio atingiu cúpula do Comando Vermelho no Amazonas, diz delegado

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Operação é considerada a maior da história do Estado Fluminense

A megaoperação das forças de segurança pública do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), realizada na última terça-feira (28), também atingiu a cúpula da facção no estado do Amazonas, segundo o delegado da Polícia Civil (PC-AM), Paulo Mavignier.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (30), o delegado afirmou que o “alto escalão” do CV no estado foi impactado pela ofensiva no Rio, considerada a mais letal da história fluminense.

“Parte das lideranças do Comando Vermelho do Amazonas, o chamado Primeiro Escalão e o Conselho Permanente, fugiu do estado após a pressão das forças de segurança. Eles foram para o Rio de Janeiro em busca de refúgio e proteção armada”, explicou Mavignier.

A declaração vem após a morte de diversos integrantes da facção durante os confrontos com a polícia nos complexos do Alemão e da Penha.

Segundo o delegado, os criminosos que escaparam do Amazonas passaram a se refugiar em comunidades dominadas pelo tráfico no Rio: “Lá, em morros como o Alemão, a Penha e a Rocinha, eles encontraram abrigo e poder, tornando-se ponte entre o tráfico amazônico e o carioca. Isso acontece porque o Rio oferece o que o Amazonas nega: esconderijo e influência”, destacou.

Mavignier também detalhou o intercâmbio criminoso entre as duas regiões. Em troca de proteção e armamento, o CV do Amazonas fornece drogas — principalmente maconha skunk e cocaína pura da tríplice fronteira — para o Rio de Janeiro, que atua como ponto de distribuição nacional e internacional.

“A Amazônia fornece, o Rio distribui. Esses criminosos controlam a rota internacional de armas e drogas, com conexões na Colômbia, Peru e Suriname, que sustentam o arsenal e o lucro da facção em todo o país”, completou o delegado.

Segundo ele, parte das lideranças mortas nos confrontos no Rio integravam o comando da facção no Amazonas, o que deve provocar instabilidade interna no grupo criminoso.