A pré-candidata Maria do Carmo, que vem ganhando espaço no debate político local, decidiu direcionar suas críticas de forma contundente contra dois de seus principais adversários: o senador Omar Aziz e o prefeito de Manaus, David Almeida.
Nos últimos discursos, Maria do Carmo tem reforçado a narrativa de que tanto Aziz quanto Almeida representam uma “velha prática política” que, segundo ela, estaria na raiz da estagnação da capital e do estado. Omar, símbolo de força no Senado e peça-chave da esquerda no Amazonas, é apontado por Maria como um político que “perdeu a sintonia com as reais necessidades da população”. Já David Almeida, que busca manter-se como liderança em Manaus, é classificado pela adversária como “um gestor mais preocupado com marketing do que com resultados efetivos”.
A estratégia de Maria do Carmo é clara: construir sua imagem como alternativa ao que chama de “aliança dos caciques”. Em falas recentes, ela acusou Omar de ser responsável por inúmeras obras inacabadas com destaque para a “Cidade Universitária” e David de transformar Manaus em um “laboratório de promessas não cumpridas”.
Esse movimento indica uma mudança de tom em sua pré-campanha. Se antes Maria buscava se firmar apenas como voz de oposição, agora ela se posiciona frontalmente contra dois dos nomes mais poderosos do cenário amazonense. A escolha de mirar Aziz e Almeida, simultaneamente, também mostra uma aposta arriscada: ao mesmo tempo em que pode ampliar sua visibilidade, pode atrair para si o peso da reação de duas estruturas políticas consolidadas.
No tabuleiro de 2026, Maria do Carmo aposta na indignação popular diante da crise urbana e no desgaste natural dos adversários. O embate promete ser direto, intenso e, acima de tudo, revelador sobre quem realmente conseguirá ocupar o espaço de liderança no Amazonas nos próximos anos.











