Durante a sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que julga os limites para o uso de redes por membros do Judiciário, o ministro Alexandre de Moraes declarou.
“Magistrado não pode ter ligação com o processo que julga e todos os magistrados, inclusive os desta Suprema Corte, não julgam nunca nenhum caso em que têm ligação”, disse. “E aí, presidente, volta a má-fé de muitas pessoas que querem prejudicar o Judiciário e o STF dizendo, e não se dão nem ao trabalho de tentar disfarçar a ementa do julgamento, dizendo que este tribunal autorizou os magistrados a julgarem casos onde seus parentes são advogados. Essa mentira absurda vem sendo repetida por ignorância, por má-fé e por outros interesses econômicos escusos de prejudicar este tribunal.”
A declaração de Moraes ocorreu em meio ao escândalo do Master, no qual se descobriu que a mulher de Moraes, Viviane Barci, teve um contrato de quase R$ 130 milhões para atuar pelo banco em diversos processos.
O tribunal se debruça sobre a validade de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça que impôs regras ao uso da internet por juízes.
Conforme a Associação de Magistrados do Brasil, a resolução afronta a liberdade de expressão dos juízes e apresenta vícios de inconstitucionalidade.
Para a entidade, a norma pode limitar a independência funcional dos magistrados.
Moraes fala sobre “vedações à magistratura”

Ainda de acordo com Moraes, a magistratura tem “vedações”.
“Não há nenhuma carreira pública com tantas vedações como a magistratura”, observou. “Já começam as vedações constitucionais. O magistrado não pode fazer mais nada da vida. Só o magistério. O magistrado pode dar aulas, pode dar palestras. E, como o magistrado só pode dar aulas e só pode dar palestras, passaram a demonizar palestras dadas por magistrados.”
Moraes também citou ainda a questão acadêmica. “Por falta do que criticar, daqui a pouco também a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, disse.
Ministro defende resolução do CNJ
Moraes defendeu a resolução do CNJ e afirmou que a norma deu “segurança jurídica” diante de situações que classificou como “absurdos”.
Segundo Moraes, houve casos de juízes que “embarcaram em discursos de ódio” e fizeram “atividade político-partidária” em redes sociais.











