Menu

“MÁGICA” Julgamento de denúncia de peculato contra Silas Câmara desaparece de pauta do STF

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
O deputado do Amazonas seria julgado nesta quinta-feira (17).

Foi excluído misteriosamente do site do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do deputado federal e pastor Silas Câmara (Republicanos-AM) marcado para esta quinta-feira (17) a respeito de denúncia de peculato. O caso foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República em 2001 e desde então, há quase 21 anos, corre na Justiça.

Desde a tarde de ontem (6) o site do STF mostrou a seguinte informações sobre o julgamento: “Excluído do calendário de julgamento pelo presidente”.

O julgamento do caso Silas Câmara é considerado importante para o tema, pois pode ter repercussão em outros casos semelhantes. O mais famoso deles, a suspeita de rachadinha no gabinete do senador Flavio Bolsonaro quando era deputado estadual no Rio de Janeiro (RJ).

Segundo o procurador à época, Geraldo Brindeiro, Silas Câmara exigia que seus funcionários devolvessem parte dos salários, prática conhecida como ‘rachadinha’. A denúncia se refere especificamente entre janeiro de 2000 a dezembro de 2001.

O processo chegou ao Supremo em 2013 e só começou a ser julgado em 2020. Votaram para a condenação do deputado os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. Porém, após o ministro Nunes Marques pedir que a votação ocorresse presencialmente, o julgamento foi adiado. Apesar disso, deve seguir virtualmente nesta quinta-feira, segundo a agenda do STF.

A sessão ganha ainda mais importância pois o novo ministro da Corte, André Mendonça, precisará se debruçar sobre o caso. Ele, que é denominado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) como “terrivelmente evangélico” chegou ao cargo após pressão de lideranças cristãs. Silas Câmara, a quem ele irá julgar, é ex-presidente da bancada evangélica no Congresso e um desses nomes de peso.

*Com informações do AMPOST