O presidente Lula da Silva confirmou que vai viajar aos Estados Unidos em março para uma reunião “olho no olho” com o presidente norte-americano Donald Trump. Ele fez a declaração ao chegar ao Panamá, nesta segunda-feira, 27, para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.
Lula afirmou que a agenda deve abrir espaço para discutir democracia, relações bilaterais e o papel das grandes potências no atual cenário internacional. O chefe do Executivo disse que os dois países exercem influência decisiva no hemisfério.
Lula quer reduzir ‘ruídos diplomáticos’
Segundo o petista, esse peso exige diálogo direto para enfrentar crises e fortalecer mecanismos multilaterais. Ele afirmou ainda que conversou recentemente por telefone com Trump, além de manter contatos com outros líderes da região.
Lula destacou que pretende tratar de temas estratégicos na viagem aos EUA. Citou comércio, segurança regional e o funcionamento das instituições globais. O presidente avaliou que um encontro presencial permite maior clareza sobre prioridades e reduz ruídos diplomáticos.
Além disso, Lula quer aproveitar o encontro para defender principalmente possíveis reformas no sistema internacional. O presidente critica o que chama de “lei do mais forte” nas relações globais e afirma que a governança mundial vive um momento crítico.
Lula abordou do mesmo modo a crise na Venezuela, que se agravou depois da intervenção militar dos Estados Unidos e a captura do ditador Nicolás Maduro no início de janeiro. O esquerdista e aliado de Maduro classificou a operação como um episódio grave. Lula defendeu uma suposta soberania venezuelana.
O brasileiro disse ainda que pretende conversar em breve com a presidente interina, Delcy Rodríguez, para entender a projeção política do país depois da mudança de comando. Ele afirmou que espera que “os venezuelanos encontrem sua própria solução” e que Brasil e EUA devem agir com prudência.











