O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira, 8, que ele e a ex-presidente Dilma Rousseff realizaram mais obras no Acre do que todos os presidentes da República desde a redemocratização, e “até mais” do que o imperador Dom Pedro II.
“Eu e a Dilma fizemos mais do que [José] Sarney, Fernando Henrique Cardoso [FHC], Itamar [Franco], [Fernando Collor], [Jair] Bolsonaro e até mais do que Dom Pedro 2º. Só não fizemos mais do que Plácido de Castro, que teve a coragem de lutar e criar o Estado do Acre”, disse Lula, em vista a Rio Branco, capital acreana.
Lula fez mais obras no Acre que Sargão da Acádia https://t.co/kwZorW7nOf
— 🌴 Tropical 𐌛𐌀𐌔𐌍𐌀 ⳩ (@otal_e) August 9, 2025
No entanto, o petista cometeu um equívoco histórico.
O Acre foi incorporado ao Brasil em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis com a Bolívia, ou seja, 14 anos após a Proclamação da República, em 1889.
Dom Pedro II foi deposto em 15 de novembro de 1889 e morreu na França em 5 de dezembro de 1891, cerca de 12 anos antes do Acre se tornar parte do Brasil.
Tratado de Petrópolis
Citado por Lula, Plácido de Castro liderou a luta dos seringueiros brasileiros contra o domínio boliviano no Acre, que pertencia à Bolívia.
Ele comandou tropas nas batalhas que culminaram a vitória e levou à assinatura do Tratado de Petrópolis.
O Brasil e Bolívia firmaram o Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1903.
Pelo acordo, o Brasil adquiriu o território do Acre da Bolívia por 2 milhões de libras esterlinas, além de comprometer-se a construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré para facilitar o transporte na região.
Após a incorporação, Plácido de Castro foi nomeado o primeiro presidente do território federal do Acre.
Somente em 1962 o território tornou-se o 22º estado brasileiro.











